terça-feira, 31 de outubro de 2023

Brasil Começa Muito bem no Mundial de Veteranos 2023: Sete Medalhas no primeiro dia!


Parafraseando o autor das aventuras de Tintim, o eterno viajante, costuma-se afirmar que o judô é uma prática atemporal, que pode ser apreciada dos 7 aos 77 anos e até muito além disso, como ilustra o exemplo inspirador de Nikolaos Klouvatos, que continua ativo aos 94 anos.

Os Campeonatos Mundiais de Veteranos e Kata Abu Dhabi 2023, assim como suas edições anteriores, servem como uma ilustração vívida desse lema. O judô não conhece barreiras etárias. Em cada estágio da vida, a jornada de aprendizado e diversão pode continuar.

Paulo Ferreira - Campeão M8

É evidente que os atletas do World Judo Tour exibem uma agilidade e força que podem ser um pouco mais limitadas entre os competidores deste evento de quatro dias, mas a questão fundamental é: isso realmente importa? A resposta é um enfático "não".

O que verdadeiramente importa é o desejo, a paixão e a dedicação em praticar o judô com respeito aos seus valores. Desde o início da competição, as disputas têm ocorrido com grande intensidade, resultando em inúmeras pontuações máximas de ippon. Em cada um dos três tatames da Universidade La Sorbonne Abu Dhabi, os árbitros têm se mantido ocupados, erguendo os braços em sinal de vitória com frequência.

Os veteranos, sem dúvida, não têm motivo algum para invejar os mais jovens. Quando entram no tatame, estão movidos pela determinação de vencer. Basta observar a alegria e os sorrisos que iluminam os rostos dos vencedores para se convencer disso. Embora a vitória seja um objetivo, ela nunca é o único propósito.

Silvio Uehara - Campeão M7

Todos os competidores se reuniram nos Emirados com o objetivo de compartilhar o prazer de estarem juntos, de se entregarem ao espírito de camaradagem e de perceberem que suas jornadas como judocas abrangem muitas etapas.

Enquanto costumamos falar sobre o entusiasmo da juventude, é importante ressaltar que ele não se dissipa com a idade; ao contrário, ele se renova. De maneira surpreendente, as competições de veteranos são como um elixir da juventude, uma fonte que nos assegura que não há limitações etárias para praticar e se divertir. Afinal, no final das contas, é a busca pela alegria que realmente importa.

Maurício Neder - Campeão M7

O Brasil inaugurou com sucesso sua jornada no Campeonato Mundial de Veteranos 2023, assegurando um impressionante total de sete medalhas. Essas conquistas incluem três medalhas de ouro reluzentes, acompanhadas por quatro medalhas de bronze igualmente honrosas, além de um importante quinto lugar. Vamos conferir os destemidos atletas brasileiros que alcançaram essa classificação:

Veterans M9 Masculino
- 3º Lugar: José Araújo na categoria M9 até 60kg

Veterans M8 Masculino
- 1º Lugar: Paulo Ferreira na categoria M8 até 81kg
- 5º Lugar: Pedro Cruz na categoria M8 até 100kg

Veterans M7 Masculino
- 1º Lugar: Silvio Uehara na categoria M7 até 66kg
- 1º Lugar: Maurício Neder na categoria M7 até 81kg
- 3º Lugar: João Veloza na categoria M7 até 73kg

Veterans M6 Masculino
- 3º Lugar: José Maurício de Andrade na categoria M6 até 66kg
- 3º Lugar: Alam Saraiva na categoria M6 até 81kg

Essas medalhas brilhantes são um testemunho do comprometimento, talento e determinação dos nossos atletas veteranos brasileiros, que demonstraram excelência em suas respectivas categorias. Parabéns a todos esses heróis do tatame!




Brasil conquista prata no Pan por equipes e fecha Santiago com recorde de pódios e de ouros


O judô brasileiro concluiu, nesta terça-feira, 31, a sua melhor campanha na história em Jogos Pan-Americanos. Foram 16 medalhas ao todo, sendo 15 medalhas individuais e a prata na competição por equipes mistas. Os sete ouros, três pratas e seis bronzes superaram, tanto em qualidade, quanto em quantidade, a melhor campanha do judô em Pan, que foi em Guadalajara 2011 (6 ouros, 3 pratas e 4 bronzes). 

“A comissão técnica está bastante satisfeita com o desempenho do judô brasileiro. Confirmamos o protagonismo na Pan-américa. Foram 16 medalhas no total e batemos recorde no número de medalhas. Eu destaco os atletas e suas preparações, eles tiveram que dividir o foco entre classificação olímpica e para os Jogos Pan-Americanos, que são rankings diferentes, e fizeram essa bela conquista. Além disso, tivemos todo apoio e suporte do Comitê Olímpico do Brasil, CBJ e dos treinadores e clubes que fizeram parte desse processo importante”, avaliou Marcelo Theotonio, gerente de alto rendimento da CBJ.

Na competição por equipes, o Brasil teve uma campanha sólida nas preliminares, passando por Venezuela e Colômbia. Mas, na final, sucumbiu à seleção de Cuba com direito a luta extra de desempate. 

Brasil 4 x 1 Venezuela 

A campanha brasileira começou com vitória por quatro a um sobre a Venezuela, nas quartas-de-final. Leo Gonçalves (+90kg), Rafaela Silva (57kg), Gabriel Falcão (73kg), Aléxia Castilhos (70kg), Guilherme Schimidt (90kg) e Beatriz Souza (+70kg) foram escalados para o primeiro duelo e deram conta do trabalho. 

Léo finalizou Luis Amezquita com uma chave de braço e Rafaela Silva sobrou para cima de Fabiola Diaz com um waza-ari e um ipponzaço. 

No terceiro combate, Falcão abriu um waza-ari de vantagem sobre Sergio Mattey e fechou a luta nas punições. 

A Venezuela descontou com sua atleta mais forte, Elvismar Rodriguez, medalhista de bronze no individual, que superou Aléxia Castilhos por ippon. 

Mas, Guilherme Schimidt projetou Carlos Paz e garantiu o quarto ponto brasileiro, fazendo a equipe avançar à semifinal. 

Brasil 4 x 0 Colômbia 

Para esse confronto, a comissão técnica promoveu mudanças na equipe e escalou Luana Carvalho (70kg) no lugar de Aléxia, William Lima (73kg) no lugar de Falcão, Rafael Macedo (90kg) no lugar de Schmidt e Rafael Silva (+90kg) no lugar de Léo Gonçalves, mantendo Beatriz Souza e Rafaela Silva para o segundo combate. 

A campeã olímpica não tomou conhecimento de Maria Villalba e projetou-a ao solo marcando mais um lindo ippon. William Lima repetiu a dose e derrubou Andres Sandoval na passada do adversário.

O terceiro combate foi o mais equilibrado. Luana sofreu um waza-ari de Luisa Bonilla, mas buscou o empate e forçou três punições impondo maior volume de ataques. 

Rafael Macedo ficou, então, com a responsabilidade de fechar o placar e não decepcionou. Finalizou Daniel Paz com uma chave de braço, marcou o quarto ponto e colocou a equipe brasileira na final inédita da competição por equipes mistas dos Jogos Pan-Americanos. 

Brasil 3 x 4 Cuba 

A decisão foi um clássico entre as duas maiores potências do judô pan-americano: Brasil e Cuba. 

Sem representante no 57kg, os cubanos começaram em desvantagem no placar (1x0) e viram o Brasil ampliar com vitória de Gabriel Falcão por waza-ari contra Magdiel Estrada. 

Em seguida, Idelannis Garcia venceu Luana Carvalho (70kg) por ippon e descontou para Cuba. 

O empate veio com vitória de Ivan Silva Morales, por waza-ari, contra Rafael Macedo (90kg). 

Mas, Beatriz Souza (+78kg) colocou o Brasil na frente com uma revanche sobre sua algoz no individual, Idalys Ortiz. Bia foi mais agressiva no combate e forçou três punições à Ortiz. 

O drama ficou, portanto, para a última luta. Andy Granda e Rafael Silva “Baby” fizeram mais um duelo equilibrado e o cubano levou a melhor nas punições. Tudo igual no placar, forçando a luta de desempate. 

O sorteio da categoria para luta extra foi cruel e recolocou os dois pesados que tinham acabado de lutar para se enfrentarem novamente. E, de novo, o cubano levou a melhor, acelerando o ritmo e desgastando fisicamente o brasileiro para vencer a luta nas punições e levar o ouro para Cuba. 

“Eu treinei muito para estar aqui. Queria fazer uma campanha melhor no individual e ter trazido essa medalha de ouro nas equipes, mas é judô. Tem que reconhecer que o adversário foi melhor e que Cuba se portou bem, então estou feliz de ter conseguido entregar meu melhor e agora é treinar e focar nos próximos objetivos”, comentou Baby ao final da competição. 

Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

Foto: Anderson Neves

Judoca do Country Club Valinhos sagra-se Campeão na 3ª Etapa do Campeonato Paulista de Judô LJP 2023


A 3ª Etapa do Campeonato Paulista de Judô da LJP 2023 e o 3º Festival Open de Judô Dangai da LJP 2023, realizados no Conjunto Desportivo Baby Barioni em São Paulo, não foram apenas eventos esportivos notáveis, mas também integraram a Grade de Programação das Atividades da "Virada Esportiva da cidade de São Paulo". Esse momento especial não apenas celebrou as conquistas dos judocas, mas também marcou a Reinauguração Esportiva do Conjunto Desportivo Baby Barioni após uma década de inacessibilidade.

A reabertura desse complexo esportivo, fechado por aproximadamente dez anos, abriu novas oportunidades para a prática de diversas modalidades esportivas, reacendendo a paixão pelo judô na comunidade local e além. Esta revitalização é um marco significativo para todos os amantes do judô, que agora têm acesso a instalações modernas e bem equipadas.

O Campeonato Paulista de Judô da LJP é reconhecido por reunir talentosos atletas de todas as idades e níveis de habilidade em um ambiente de competição saudável. Esses eventos proporcionaram uma oportunidade única para que jovens talentos e atletas experientes demonstrassem suas habilidades no tatame, sempre enfatizando os valores de respeito, disciplina e superação que são essenciais no judô.

Além disso, o 3º Festival Open de Judô Dangai da LJP 2023 trouxe uma dimensão especial ao evento, promovendo a inclusão e a diversidade no judô, permitindo que mais pessoas experimentassem e apreciassem esse esporte incrível.


Um destaque nesta competição foi a atuação do judoca countrysta Davi Scaranello, que participou pela segunda vez nas etapas do Campeonato Paulista LJP. Davi conquistou o título de campeão na categoria sub 15, meio pesado, vencendo todas as lutas por Ippon, repetindo o feito da 2ª etapa realizada em Porto Ferreira em 16 de setembro. A presença do judoca, acompanhado por seu pai Paulo Scaranello, judoca e diretor de judô do Country Club Valinhos, enriqueceu ainda mais esse evento memorável na história do clube e do judô paulista.

Por: Boletim OSOTOGARI


Judô do Country Club Valinhos Participa do II Festival de Judô Rio Branco


No dia 28 de outubro, em uma ocasião memorável que marcou a celebração do Dia do Judô e o 160º aniversário do Colégio Rio Branco, a equipe de judô do Country Club Valinhos marcou presença no II Festival de Judô Rio Branco. 


Sob a orientação dos professores Ivan Gongora e Gabriel Vieira, um grupo de talentosos judocas, composto por Enzo Zampieri Murata, Fernanda Maria Calsavara, Gustavo Vitorio Nagae, Leonardo Davi Monteiro, Victor Buissa Soares, Henrique Kenji Padilha de Morais, Theo Dezotti Costa, Arthur Costa, Joaquim Scarparo Inamine e Bernardo Scarparo Inamine, abraçou o espírito do evento, onde a diversão era a prioridade. E eles não apenas se divertiram, mas também representaram com orgulho o clube em um evento histórico, encerrando o dia com lindas medalhas comemorativas.


Além da delegação do Country Club Valinhos, o II Festival de Judô contou com a participação do Colégio Rio Branco, da Associação Moura de Americana e da Sementes do Futuro de Sumaré. Em um gesto de solidariedade, cada participante doou um quilo de alimento, que foi destinado ao Grupo Santa Irmã Dulce dos Pobres, uma organização dedicada à produção e distribuição de alimentos para pessoas em situação de rua. O evento não apenas celebrou o esporte, mas também promoveu a generosidade em nome de uma causa nobre.

Por: Boletim OSOTOGARI




II Festival de Judô do Colégio Rio Branco: Celebrando 160 Anos de Educação e Solidariedade


O Colégio Rio Branco, celebrando seu centésimo sexagésimo aniversário de existência, reafirma sua nobre missão de educar e formar cidadãos exemplares. Em um dia significativo, 28 de outubro, coincidindo com o Dia Mundial do Judô e o aniversário de Jigoro Kano, o ilustre fundador dessa arte marcial, realizamos com grande entusiasmo o II Festival de Judô do Colégio.


Esta notável conquista foi possível graças ao esforço da Coordenação Extra Curricular do Colégio e ao dedicado professor de judô, José Prudêncio, que reuniu judocas iniciantes para participarem dessa grandiosa festa esportiva. As equipes representadas incluíram judocas do Colégio Rio Branco, Country Club Valinhos, Associação Moura de Americana e Sementes do Futuro de Sumaré.


O Festival foi concebido como um ambiente caloroso e acolhedor, projetado com o objetivo principal de introduzir as crianças ao mundo do judô de maneira lúdica e recreativa. Cada participante teve a oportunidade de realizar duas lutas, com o foco sendo menos na vitória ou derrota e mais na alegria de competir. No encerramento do evento, todos os judocas foram agraciados com lindas medalhas comemorativas, um símbolo de reconhecimento pelo seu esforço e dedicação.


O professor Prudêncio destacou: "A prioridade era proporcionar uma recepção calorosa e acolhedora aos judocas iniciantes, com o objetivo central de garantir que todos se divirtam".


Para participar do II Festival, os participantes fizeram a generosa doação de um quilo de alimento não perecível. Essa iniciativa solidária foi direcionada ao Grupo Santa Irmã Dulce dos Pobres, que se dedica a produzir e fornecer alimentos para pessoas em situação de rua, representando assim um ato de caridade e compaixão em meio às celebrações do judô e educação.

Por: Boletim OSOTOGARI


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Judô supera melhor campanha em Pan e fecha Santiago com 15 medalhas individuais


O judô brasileiro subiu ao pódio mais cinco vezes, nesta segunda-feira, 30, último dia de disputas individuais dos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023 e fechou a campanha com 15 medalhas. Samanta Soares (78kg) foi o grande destaque do dia, conquistando seu primeiro ouro em Pan-Americanos. Rafael Macedo (90kg) ainda ficou com a prata, enquanto Kayo Santos (100kg), Rafael Silva Baby (+100kg) e Beatriz Souza (+78kg) faturaram bronzes. 


Ao todo, o Brasil fechou a campanha individual com sete ouros, duas pratas e seis bronzes, liderando o quadro geral de medalhas do judô. Cuba, com cinco ouros e um bronze, ficou em segundo lugar geral. Os atletas retornam ao tatame nesta terça-feira, 31, para a inédita competição por equipes mistas. 


O resultado, que já superou a melhor campanha do Brasil em Pan (Guadalajara 2011, com 6 ouros, 3 pratas e 4 bronzes) pode ficar ainda melhor se vier mais um pódio para os brasileiros nas equipes. 


Samanta brilha e fatura sétimo ouro da campanha brasileira 


A medalha que fez o Brasil superar sua melhor campanha em Pan veio com a meio-pesado Samanta Soares (78kg), que derrotou a porto-riquenha Sairy Colon com um waza-ari na grande final. 

No caminho para o pódio, a brasileira superou Lianet Cardona, de Cuba, por ippon, e virou o placar sobre Vanessa Chala, do Equador, com um ipponzaço após sofrer um waza-ari. 


“É meu primeiro Pan-americano, estou muito feliz por estar aqui, fiquei muito feliz quando conquistei a vaga porque não foi fácil chegar aqui, vindo de lesão, voltando a competir. Chorei quando saiu a convocação e quando chegamos aqui de fato, na segunda, vi que virou realidade uma coisa que não esperava”, conta. “E na final, eu nunca tinha lutado num ginásio com as pessoas chamando o meu nome, gritaria. E, ao mesmo tempo em que você quer focar na luta, você fica ouvindo as pessoas e pensa – meu deus! É surreal, mas consegui focar e minha técnica falava para ter calma que iria dar certo e foi muito legal. Estou muito feliz.”


Após frustração em Lima 2029, Macedo faz boa campanha e leva prata


Outro finalista do Brasil foi o peso médio Rafael Macedo, que brilhou nas preliminares vencendo Carlos Paez, da Colômbia, e Robert Florentino, da República Dominicana, com dois ipponzaços. 


Na decisão, o brasileiro encarou o cubano Ivan Felipe Silva Morales e chegou a forçar duas punições ao adversário. Mas, em uma tentativa de entrada, apoiou a cabeça no chão em movimento interpretado pela arbitragem como irregular e foi punido com a desclassificação da luta. 


“Eu senti minha cabeça encostando ali e realmente esta rolando bastante desclassificação em lances assim, mas achei que não foi pra tanto, mas acredito que os árbitros têm o vídeo replay e com certeza eles analisaram o vídeo mais de uma vez, então eu confio na decisão deles, mas quero olhar depois o lance para ter a minha opinião”, disse. 


A prata deixou o gostinho de que ele poderia mais. Porém, Macedo considerou o resultado como uma volta por cima depois de passar em branco no Pan de Lima, há quatro anos. 


“Foi uma competição em que me preparei bastante, eu tive uma lesão na costela um pouco antes, então foi uma superação mesmo, me preparei bem, queria ter levado o ouro, mas fico feliz por ter saído com uma medalha, até porque no Pan de 2019 eu fiquei em quinto. Então, isso foi um título que eu queria e ainda tem a chance de ganhar uma de ouro na equipe na terça”, concluiu. 


Novato de Cali, Kayo Santos surpreende e leva bronze nos 100kg 


A primeira medalha de bronze do dia veio com o novato Kayo Santos, um dos campeões do Pan Júnior de Cali, que também fez bonito no Pan adulto. Ele venceu o cubano Liester Cardona com um ippon relâmpago em vinte segundo de combate na disputa pelo bronze. 


Antes, havia superado Alexis Esquivel, do México, e Francisco Balanta, da Colômbia, perdendo apenas na semifinal para o chileno Thomas Briceño. 


“Foi uma mistura de emoções, foi uma competição que comecei bem e naquela semifinal acabei errando por um detalhe contra o chileno e minha cabeça ficou uma bagunça por eu saber que tinha chance de estar na final, mas dai fui concentrei, esqueci aquela luta e vim com tudo para conquista o bronze”, explicou. 


Na mesma categoria, Leonardo Gonçalves (100kg) também chegou à disputa pelo bronze, mas foi superado por Francisco Balanta, que conseguiu um waza-ari. O brasileiro chegou a ter um waza-ari de empate anotado nos segundos finais, mas a arbitragem de vídeo retirou o ponto do brasileiro e ele terminou em quinto lugar. 


Pesados fazem finais antecipadas nas quartas e fecham com dobradinha de bronze


No peso pesado, o Brasil conquistou uma dobradinha de bronze com Rafael Silva e Beatriz Souza. Os dois enfrentaram seus principais adversários ainda nas quartas-de-final e levaram a pior naquelas que foram consideradas finais antecipadas das duas categorias. 


Bia caiu para a cubana Idalys Ortiz, nas punições, e Baby parou no ippon de Andy Granda. 


Na repescagem, ela venceu a peruana Yuliana Bolivar por ippon e, na disputa pelo bronze, não teve muitas dificuldades para vencer Amarantha Urdaneta, da Venezuela, por ippon. 


“Estou feliz com o resultado. Não era o que eu queria, mas fico feliz com a entrega que eu tive hoje, em cada luta dei tudo de mim, consegui fazer a transferência dos treinos do dia a dia para a competição. Amanhã é mais um dia de luta, então é concentrar para uma nova competição. E, depois ir para casa, arrumar o que precisa e focar nas outras competições. Encaro esse Pan como mais um degrau. Claro, que o foco total são as Olimpíadas”, afirmou Beatriz.


Baby, por outro lado, precisou vencer o mexicano Sergio del Sol, na repescagem, e o canadense Marc Deschenes, na disputa pelo bronze, para voltar ao pódio e despedir-se dos Jogos Pan-Americanos com sua segunda medalha de bronze. 


“É uma competição que eu queria muito ver, mas é uma pena que eu não consegui trazer a medalha de ouro, mas judô é isso, esporte é isso. O cubano acabou me surpreendendo nas quartas-de-final, foi melhor, mais inteligente, paciência, mas estou feliz em tá competindo em alto nível com 36 anos, conseguindo disputar com essa galera, estar nessa caminhada pensando nas Olimpíadas também, nessa classificação e chegar bem lá em Paris. É isso, me sinto privilegiado em estar nessa jornada olímpica”, avaliou. 


QUADRO GERAL DE MEDALHAS DO JUDÔ


Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

Foto: Anderson Neves


Torneio Cacapavense de Judô Encerra o Circuito Kimonos Shihan com Brilhantismo e Entusiasmo


Neste último domingo ,29 de outubro , o Ginásio Municipal de Caçapava recebeu mais uma edição do tradicional Torneio Caçapavense de Judô , que contou com a participação de 22 entidades de toda a região e um número aproximado de 750 atletas, masculinos e femininos, de 3 anos de idade a adultos .

Ocorreu como preliminar o festival para iniciantes, onde todos aprenderam as regras da modalidade , lutaram ,receberam medalhas a título de incentivo e na sequência, ocorreu  a competição nas categorias oficiais de idade e peso, fazendo parte do Circuito Regional de Competições, denominado Circuito Kimonos Shihan, onde os atletas e as entidades pontuaram,  de acordo com sua classificação obtida no evento.

O Torneio Caçapavense foi a 4ª e última Etapa do Circuito Regional  deste ano. 

Participaram na abertura oficial do evento a Prefeita Municipal Pétala Lacerda,o Secretário Municipal de Esportes Gilles Willemin , o Vereador do esporte e das lutas Robson Paiva , vários mestres de alta graduação no Judô , como o mestre Sogabe, faixa vermelha, 9º Dan, membro da comissão nacional de graus da CBJ e o sensei Murani Gomes , de Caçapava, faixa vermelha e branca, 6º dan, grande professor da modalidade na cidade, bem como diretores da Delegacia Regional

O evento teve a coordenação técnica e organizacional da Delegacia Regional de Judô do Vale do Paraíba, 2ª região administrativa da FPJUDO ,capitaneada pelo sensei Cláudio Calasans Camargo, 7º dan, que comentou sobre este evento e o Circuito : " estamos fechando com chave de ouro o Circuito Kimonos Shihan de Competições 2023, com grande participação de entidades e judocas nas 4 etapas que foram realizadas mês a mês a partir de Agosto .Esta  etapa em Caçapava obteve sucesso total, resultado do apoio da prefeitura municipal, através da sua Secretaria de Esportes . Ficamos muito contentes em retornarmos com um grande evento de judô nesta cidade ,A CIDADE SIMPATIA ,  que sempre nos recebeu de braços abertos.

Teremos a premiação geral dos campeões em cada uma das categorias disputadas no circuito, bem como das entidades classificadas do 1ª a 5ª colocação, no dia 2 de dezembro, na Câmara Municipal de S J dos Campos ".


CLASSIFICACÃO GERAL DO FESTIVAL

1- FADENP de Lorena
2- Projeto Olhar Futuro , de SJCampos
3- Ass. Esporte 10/ Calasans Camargo de S J Campos 
4- Ass Hirakawa de Judô de S J Campos
5- Prefeitura de Jambeiro

CLASSIFICACÃO GERAL DA COMPETICÃO

1- Ass Yamazaki de Judô de S SJCampos
2- Projeto Olhar Futuro de S J Campos
3- Secretaria de Esportes de Jacareí
4- Prefeitura de Canas
5- Secretaria de Esportes de Pindamonhangaba

Delegacia Regional de Judô do Vale do Paraíba

Araras: Judocas da Associação Mercadante são promovidos à faixa preta


Sábado (28), os judocas Diego Leite é Isabela Viel do Projeto Kimono de Ouro foram aprovados no Exame de Graduação 2023, promovido pela Federação Paulista de Judô e receberam a tão desejada faixa preta.


Depois de dois anos na faixa marrom, cumprindo as exigências, realizando os cursos, módulos e treinamentos obrigatórios, os judocas, foram até o Clube Esportivo da Penha na capital paulista para realizar o último compromisso, o exame prático para graduação.


Com esse feito, a Associação Marcos Mercadante de Judô totaliza a formação de 64 faixas pretas desde sua fundação em dezembro de 1992.


"Estou muito feliz e orgulhoso pela conquista dos nossos atletas, que conquistaram a graduação que todo judoca sonha. É importante relembrar que as responsabilidades como faixa preta aumentam, como no exemplo para os mais jovens, disciplina, transmissão de valores e tudo o que envolve a essência do judô. Parabéns pela conquista merecida", destaca o mestre kodansha Marcos Mercadante.

Por: Associação Mercadante de Araras


Mundial de Abu Dhabi: Além-Fronteiras e Além das Expectativas


Mesmo morando no exterior, três brasileiros estarão honrando as cores do Brasil no Campeonato Mundial de Abu Dhabi, que se inicia nesta terça-feira, 31 de outubro. Esta é a conclusão de uma série de matérias que trouxeram à tona muitos dos talentosos brasileiros que irão erguer a Bandeira Brasileira nessa competição internacional. Conheça agora um pouco mais sobre a história desses três brasileiros que vivem além-fronteiras.


Antonio Peinado - São Paulo, SP - Abu Dhabi

Antonio Peinado é um praticante de judô morador de Abu Dhabi, onde reside há 8 anos. O judô é sua paixão, e ele acumula um impressionante histórico de realizações no esporte, com títulos no judô e no jiu-jitsu. Ele tem contribuído para a disseminação dessas artes marciais em Abu Dhabi, onde atualmente leciona jiu-jitsu.


Leandro Hanazono - Embu Guaçu, SP -  Povoa de Varzim, Portugal

Leandro Hanazono, que ostenta a faixa preta de 2º dan, divide sua vida entre Embu Guaçu, em São Paulo, e Povoa de Varzim, Portugal. Sua jornada no judô começou quando ele tinha apenas 14 anos e, desde então, ele tem continuado a evoluir no esporte. Sua dedicação e paixão pelo judô o levaram a competir no Campeonato Mundial de Veteranos em Abu Dhabi, com o apoio de seu Sensei Maurício Luz.


José Maurício Lima de Andrade - Serrinha, BA

José Maurício Lima de Andrade, faixa preta 3º Dan, está radicado na Itália, mas suas raízes estão fincadas em Serrinha, Bahia. Seu impressionante currículo esportivo inclui títulos como campeão brasileiro júnior e campeão baiano, além de conquistas internacionais, como o campeonato pan-americano de veteranos e o terceiro lugar no campeonato mundial de veteranos em Cracóvia, em 2022. Fora dos tatames, José Maurício é também um artista, dominando a técnica de pirografia, que envolve a arte de desenhar em madeira com uma ponta de metal aquecida.

Esses três representantes do Brasil, que superam distâncias geográficas e desafios pessoais, mostram a resiliência que caracterizam os atletas brasileiros. Eles competirão em Abu Dhabi com o orgulho de representar o Brasil e demonstrarão mais uma vez a excelência do esporte nacional no cenário internacional."

Por: Boletim OSOTOGARI


domingo, 29 de outubro de 2023

Judô brasileiro conquista mais quatro medalhas nos Jogos Pan-Americanos


O judô brasileiro segue fazendo história nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023. Neste domingo (29), segundo dia de competição individual, o país subiu ao pódio mais quatro vezes e se isolou no quadro geral de medalhas da modalidade. Gabriel Falcão (73kg) e Guilherme Schimidt (81kg) faturaram o ouro, Daniel Cargnin (73kg) foi prata e Ketleyn Quadros (63kg) conquistou um dos bronzes do peso meio-médio feminino.


Dobradinha no 73kg


Os dois representantes brasileiros no 73kg fizeram bonito nas preliminares e chegaram até a grande final da categoria.


Daniel Cargnin estreou vencendo o argentino Matteo Etchechury por ippon, nas oitavas de final, e, na rodada seguinte, mandou o canadense Antoine Bouchard para a repescagem com um waza-ari. Na semifinal, venceu o colombiano Andrés Sandoval também por waza-ari e garantiu sua segunda medalha em Jogos Pan-Americanos.


Ao término da luta, entretanto, o medalhista olímpico sentiu o tornozelo esquerdo  e, após avaliação médica, não teve condições de lutar a final e ficou com a medalha de prata.


“Estou muito feliz, de modo geral. O importante é que o Brasil teve uma dobradinha na final. A gente sabe que o judô tem uma responsabilidade enorme no quadro de medalhas e acredito que estamos fazendo nosso papel. Amanhã vamos fechar com chave de ouro essa competição individual”, disse Cargnin.


No outro lado da chave, Gabriel Falcão estreou com vitória por fusen-gachi (W.O), já que o estadunidense Jack Yonezuka não apareceu para o combate. Nas quartas de final, venceu o mexicano Gilberto Cardoso por waza-ari e, na semifinal, passou pelo dominicano Antonio Tornal nas punições.


Falcão foi medalhista de ouro no Pan Júnior de Cali, em 2021, e fez a dobradinha dourada, desta vez no Sênior, em Santiago. A medalha ainda teve um gostinho especial, já que foi a centésima conquistada pelo Brasil nos Jogos Pan-Americanos 2023.


“Vim treinando bastante para conseguir esse título de campeão pan-americano. Estou muito feliz por ter conseguido e agora é focar nos próximos objetivos. Sou da classe júnior ainda e isso é sinal de muito trabalho dando certo”, comemorou Falcão.


Schimidt domina no solo e fatura o ouro


A segunda medalha dourada do dia veio com Guilherme Schmidt (81kg), que mostrou sua força na luta de solo durante todas os combates que fez. Ele estreou direto nas quartas de final e venceu o canadense David Popovic por imobilização. Já na semifinal, conseguiu encaixar o estrangulamento e forçou o dominicano Medickson Del Orbe a bater.


A decisão do ouro foi contra o chileno Jorge Perez, dono da casa. Mas, mesmo com a pressão da torcida, Schmidt conseguiu um waza-ari nos primeiros minutos de luta e, logo depois, encaixou a imobilização até o ippon.


“Fiquei muito feliz com essa conquista. Era um adversário que eu já tinha vencido em outra ocasião e, inclusive, há um tempo atrás ele fez um treino comigo em Minas. Acho que ele sentiu bastante meu ritmo de luta e consegui essa vitória. Essa torcida contra me motivou ainda mais a trazer essa medalha para o Brasil”, disse Schimidt.


Ketleyn Quadros é bronze em sua estreia em Jogos Pan


No feminino, a primeira medalha do dia veio com Ketleyn Quadros (63kg). Ela estreou nas quartas de final e venceu a estadunidense Sara Golden nas punições. Na semifinal, não conseguiu passar pelos dois waza-ari da canadense Isabelle Harris e foi para a decisão do bronze, onde venceu a colombiana Cindy Mera com um waza-ari.


“Para mim, essa medalha é super especial. Apesar de já ter uma bagagem bem grande na modalidade, foi meu primeiro Jogos Pan. Diferente das outras edições, nessa cada atleta precisou se classificar em sua categoria e foi super desgastante. Chegar aqui e conquistar uma medalha é uma resposta positiva para todo o trabalho”, comentou.


Ketleyn entrou para a história do esporte brasileiro ao tornar-se a primeira mulher medalhista olímpica em esportes individuais em Pequim 2008. Hoje, 15 anos depois, fez sua estreia em Jogos Pan-Americanos e conquistou sua primeira medalha.


Aléxia Castilhos e Luana Carvalho são quinto


O Brasil ainda teve mais duas representantes neste domingo, ambas no peso médio feminino (70kg).


Luana Carvalho estreou nas oitavas com vitória por ippon (imobilização) sobre Yasmin Alamin, dos Estados Unidos. Nas quartas de final, vencia a equatoriana Celinda Corozo com um waza-ari, mas acabou sofrendo um ippon e precisou ir à repescagem, onde passou pela argentina Victoria Delvecchio com um ipponzaço.


A luta pelo bronze foi contra a venezuelana Elvismar Rodriguez, que conseguiu encaixar uma chave-de-braço que fez Luana bater e ficar com o quinto lugar.


Já Aléxia Castilhos venceu a mexicana Katia Castillo com dois waza-ari na estreia e, nas quartas de final, bateu para a chave-de-braço de Elvismar Rodriguez (VEN). Na repescagem, passou pela colombiana Luisa Bonilla por ippon e avançou para a disputa de bronze. A decisão seguiu até os quatro minutos de golden score, onde a equatoriana Celinda Corozo conseguiu o ippon.


O judô no Pan continua nesta segunda-feira (30), com mais sete brasileiros na busca por medalhas: Rafael Macedo (90kg), Kayo Santos (100kg), Leonardo Gonçalves (100kg), Rafael Silva “Baby” (+100kg), Eliza Ramos (78kg), Samanta Soares (78kg) e Beatriz Souza (+78kg).


As preliminares começam às 10h (horário de Brasília), com finais a partir das 15h.


Transmissão ao vivo: Canal Olímpico do Brasil e Cazé TV.


Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

Foto: Anderson Neves


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