segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Quarta tem live "Judo Gulô 20 anos"


Em comemoração aos 20 anos da ADC Judô Gulô, será realizada a live comemorativa com as histórias dos professores desta tradicional escola de judô do ABC Paulista.

Serviço:
Live Judô Gulô 20 anos
Data: 04 de agosto
Horário: 20hs
Local: @judogulo

Por: Judô Gulô


Judoca Nacif Elias é impedido de lutar com seu próprio quimono na estreia do tatame olímpico de Tóquio


O atleta capixaba naturalizado libanês Nacif Elias (-81Kg) foi impedido de lutar no tatame olímpico de Tóquio com seu próprio quimono, pois a Federação Internacional de Judô alegou que seu quimono não estava branco de acordo com o padrão olímpico. 


“Só quem é lutador ou esportista sabe que quando você não luta com seu material de trabalho é diferente. Lutei com um quimono grande que estava na arara dos jogos. Competi com o coreano que disputa bem a pegada, mas durante o combate ele só andou para trás, esse era o jogo dele, sair e colocar golpe, e por conta de o quimono ser grande, eu não consegui estabelecer uma boa pegada, chegar junto. Mas agradeço a todos pelo carinho, mensagens e apoio. Infelizmente, não foi o meu dia, não sei se irei continuar fazendo judô, talvez eu me aposente.”, esclareceu Nacif em um vídeo que ele publicou nas redes sociais.  

A luta começou bem examinada. Depois da segunda punição, com receio de ser desclassificado com a próxima punição, Nacif saiu da estratégia de luta e foi para o tudo ou nada. Mas foi surpreendido pela velocidade do sul-coreano mais uma vez. Encerrando assim, sua participação na olimpíada de Tóquio. 


Agora, Nacif se prepara para embarcar para o Brasil, onde irá decidir se irá fazer mais um ciclo olímpico. 

“Agradeço o apoio da minha família, amigos, ao Team Nacif Elias, à imprensa e por todas as mensagens de apoio recebidas.”, conclui Nacif Elias. 

Por: Raquel Lima - Assessoria de Comunicação

domingo, 1 de agosto de 2021

Paraná: Projeto Leões do Tatame promove Campanha de Doação de Sangue


Durante todo o mês de agosto o Projeto Leões do Tatame (Ponta Grossa - PR) irá promover Campanha de Doação de Sangue. A iniciativa é alusiva ao 4° ano de atividades da equipe. 

Shihan (mestre) Jigoro Kano, ao criar o Judô, baseou o judô  em 3 princípios, entre os eles está o Jita-kyoei, que é o Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos, e traz como ensinamento que o ser humano deve ser solidário e buscar o bem estar individual e coletivo. 


Aliando o Jita-Kyoei ao aniversário do projeto LEÕES DO TATAME, que no dia 27 de julho completou seu 4º ano de atividades, decidimos comemorar da melhor forma que podemos: AJUDANDO AQUELES QUE PRECISAM. 

Foi pensado, com muito carinho, que lançamos uma CAMPANHA DE DOAÇÃO DE SANGUE, que terá início no dia 02 de agosto e fechará no dia 31 de agosto. 

Como incentivo, os doadores participarão de um sorteio com os seguintes prêmios:
•30 dias de treino grátis; 
•1 judogi “kimono” reforçado;
•1 KIT com produtos Natura.


Para participar, o doador deverá enviar uma foto dentro da sala de coleta, via whatsaap (42) 9.8808-9933 onde receberá um número e participará do sorteio que será realizado no dia 04 de setembro através da página da equipe no Facebook. 

Projeto 

O Projeto Leões do Tatame é uma iniciativa social promovida pela Associação Judô Carlos Silva em parceria com o clube de serviços  Rotary Club de Ponta Grossa Campos Gerais e Prefeitura Municipal de Ponta Grossa que visa levar o judô de forma gratuita para alunos da rede pública de ensino de 04 a 13 anos, atualmente 530 alunos são atendidos pela iniciativa. Para participar do projeto os alunos além de serem alunos da rede pública de ensino têm suas frequências, notas e disciplinas acompanhadas pelo Projeto.

Por: Projetos Leões do Tatame - Ponta Grossa - Paraná

sábado, 31 de julho de 2021

TÓQUIO 2020 - Judô brasileiro mantém escrita e fecha décima participação consecutiva com pódio nos Jogos Olímpicos


Tóquio, 31 de julho - Chegou ao fim, neste sábado, 31, a disputa do Judô nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Com dois bronzes conquistados no individual por Mayra Aguiar (78kg) e Daniel Cargnin (66kg), o judô brasileiro manteve sua escrita de pódios conquistando, pela décima vez consecutiva, ao menos uma medalha em Jogos Olímpicos. Ao todo, o Brasil tem 24 pódios olímpicos no Judô, o que faz da modalidade a maior em número de medalhas na história do Brasil em Jogos Olímpicos.  

“Saímos desses Jogos de cabeça erguida. Mantivemos nossa tradição de pódios olímpicos e ainda tivemos duas medalhas muito significativas. O Daniel Cargnin, que é o rosto da nossa renovação, e a superação incrível da Mayra Aguiar que, entrou para história com a terceira medalha olímpica, feito inédito no judô. O judô brasileiro, mais uma vez, provou seu valor”, comemorou Silvio Acácio Borges, presidente da Confederação Brasileira de Judô.  


Em Tóquio, o Brasil contou com 13 judocas nas disputas individuais, sendo sete deles estreantes em Jogos Olímpicos: Gabriela Chibana (48kg), Larissa Pimenta (52kg), Eric Takabatake (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Eduardo Katsuhiro (73kg), Eduardo Yudy (81kg) e Rafael Macedo (90kg). Cinco judocas chegaram ao bloco final e terminaram entre os oito melhores do mundo. Além das medalhas de bronze de Mayra e Cargnin, a seleção teve os sétimos lugares de Ketleyn Quadros (63kg), Rafael Silva Baby (+100kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg) que, infelizmente, sofreu uma lesão no ligamento patelar do joelho esquerdo e ficou fora das finais.  

Tóquio ficará marcada também pela estreia da competição por equipes mistas no programa olímpico, evento em que o Brasil tinha grande potencial de ir ao pódio, mas sofreu com desfalques e terminou em sétimo lugar. A França desbancou o Japão na grande final e os bronzes foram para Alemanha e Israel, que venceu o Brasil na repescagem.  


Na avaliação geral, o gestor de Alto Rendimento da CBJ e chefe da equipe de Judô na Missão Tóquio 2020, Ney Wilson Pereira, destacou o processo de renovação da equipe masculina e lembrou das dificuldades superadas pelos atletas na reta final do ciclo olímpico com a pandemia. 


“A gente tem a equipe masculina num processo de renovação, diferente da feminina que tem atletas muito experientes e algumas mais novas. A equipe masculina só tem o Baby com maior bagagem. Esses Jogos são diferentes, porque tivemos muita dificuldade na preparação. Um atleta jovem precisa de mais rodagem, mais treinamento, coisa que a pandemia nos dificultou. Certeza que cada um desses atletas, dentro das possibilidades, tiveram a melhor preparação e entregaram o melhor que podiam. Se eu tiver que apontar alguma coisa em termos de resultados da equipe masculina é a dificuldade de preparação. Conquistamos todas as vagas, mas faltou um intercâmbio maior, que é nossa linha de trabalho”, explicou. “Nós fomos, em janeiro, ao World Masters, em Doha, e saímos sem medalha nenhuma. Saímos dos Jogos Olímpicos, hoje, com duas medalhas. Uma superação incrível de uma atleta que superou muita coisa para conquistar a terceira medalha olímpica. E um rosto novo que trouxe um grande resultado, um exemplo da renovação. Mantivemos a tradição de pódio em Jogos Olímpicos. A modalidade trouxe duas medalhas e ajudou o Brasil no quadro de medalhas. Claro queríamos mais, mas a avaliação é boa.” 

A seleção brasileira de judô deixará Tóquio neste domingo, 01, e desembarcará no Brasil na segunda-feira, 02.

Por: Assessoria de Imprensa da CBJ


TÓQUIO 2020 - Brasil fica em sétimo lugar na disputa olímpica por equipes mistas


Tóquio, 31 de julho -
 O judô brasileiro ficou em sétimo lugar na inédita disputa por equipes mistas nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Na madrugada deste sábado, o time brasileiro encarou Holanda, nas quartas-de-final, e Israel, na repescagem, e não conseguiu superar os adversários.  

"A gente tem potencial, poderia chegar no lugar mais alto do pódio. Seria um feito histórico na primeira vez da competição por equipes e estávamos com muita vontade. Mas eu sei que cada um deu tudo de si", comentou Mayra Aguiar, que venceu por ippon suas duas lutas ainda que fora de sua categoria. "Estava com receio de lutar na categoria de cima, mas quando boto o quimono, o espírito competitivo fala mais alto. Consegui lutar bem, fui até o final. Mesmo dois shidôs atrás, fui pra cima e consegui o ippon. Na segunda o objetivo era ganhar de shidô, mas vi que tava boa a pegada e consegui jogar de ippon."

Para a prova por equipes, foram inscritos Larissa Pimenta (57kg), Ketleyn Quadros (70kg), Maria Portela (70kg) e Mayra Aguiar (+70kg), no feminino, Daniel Cargnin (73kg), Eduardo Katsuhiro (73kg), Eduardo Yudy (90kg), Rafael Macedo (90kg), Rafael Buzacarini (+90kg) e Rafael Silva (+90kg), entre os homens. Lesionada, Maria Suelen Altheman (+70kg) não teve condições de lutar e foi substituída por Mayra, medalhista de bronze no meio-pesado nas disputas individuais. Além dela, sem representante no 57kg, o Brasil teve que improvisar com a meio-leve Larissa Pimenta, que lutou uma categoria acima da sua. 

Neste tipo de prova, cada equipe é formada por até 6 atletas (o mínimo são 4), três homens (73kg, 90kg e +90kg) e três mulheres (57kg, 70kg e +70kg). Ganha o confronto a equipe que conseguir fazer quatro vitórias primeiro. Se houver empate em 3 a 3, é sorteada uma das 6 categorias e os atletas retornam ao tatame para uma luta extra com ponto de ouro (golden score). 

Quartas-de-final - Brasil 2 x 4 Holanda

No primeiro confronto do dia, o Brasil conseguiu duas vitórias com os medalhistas olímpicos Mayra Aguiar e Daniel Cargnin, no duelo contra a Holanda. Nas outras quatro lutas, porém, Larissa Pimenta (57kg), Maria Portela (70kg), Rafael Macedo (90kg) e Rafael Silva (+90kg) não conseguiram passar por Sanne Verhagen (57kg), Sanne Van Dijke (70kg), Noel Van T End (90kg) e Henk Grol (+90kg), respectivamente.

Com a derrota, o Brasil caiu para a repescagem, onde enfrentará Israel, que perdeu nas quartas para a França.

Repescagem - Brasil 2 x 4 Israel  

Precisando de uma vitória para buscar o bronze, o time brasileiro fez três alterações em relação ao primeiro confronto e veio para a disputa contra Israel com Eduardo Katsuhiro (73kg), Eduardo Yudy Santos (90kg) e Rafael Buzacarini (+90kg). Nos pesos femininos, o Brasil repetiu Pimenta, Portela e Mayra. As únicas duas vitórias da equipe brasileira vieram com Maria Portela, que imobilizou Gili Sharir, e Mayra Aguiar, que projetou a pesado Raz Hershko por ippon. Larissa Pimenta ainda forçou duas punições contra Timna Nelson-Levy, mas não suportou a diferença de força física lutando com uma judoca da categoria acima da sua e cedeu ao ippon no final do combate. Katsuhiro caiu nas punições frente a Tohar Butbul; Buzacarini bateu na chave de braço aplicada por Peter Paltchick e Yudy caiu de ippon para Li Kochman. 

O Brasil tem uma prata e dois bronzes nos Mundiais por Equipes mistas e buscava sua primeira medalha olímpica neste tipo de competição. 

Por: Assessoria de Imprensa da CBJ


Tóquio 2020 - Incrível, mas verdadeiro


Mais uma vez tudo foi escrito com antecedência, tudo menos a incrível, mas verdadeira história que a seleção francesa de judô acaba de escrever no último dia do torneio de judô dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. No papel, o Japão, em casa, tinha todas as cartas em mãos para encerrar seus Jogos em apoteose. Nada menos do que 9 campeões olímpicos foram alistados na equipe e, no entanto, foi a França que ganhou o cobiçado troféu como a primeira nação na história a ganhar o ouro por equipe.


Há 57 anos, os Jogos de Tóquio terminaram com a vitória de um gigante holandês, Anton Geesink, que permitiu que o judô entrasse plenamente na história do mundo. Hoje a história continua. Os Jogos de Tóquio 2020 foram dominados pelo Japão, isso é um fato inegável. 9 campeões olímpicos é inédito. 24 países no pódio da competição individual. Porém, neste último dia, é a seleção francesa que subiu ao topo do pódio e pode fazer o hino nacional ressoar no estádio.

Este título por equipes encerra uma magnífica semana de judô, com campeões e medalhistas incríveis. No final do dia, vimos sorrisos iluminando rostos. Não havia mais cansaço, não havia mais estresse, apenas a alegria de ter comemorado a vitória no tatame e a vitória do judô nas dificuldades dos últimos meses. Nosso esporte se recuperou e se organizou para oferecer um show de altíssima qualidade. Parabéns a todos os atletas e organizadores. Sem você, tudo isso não teria sido possível. Domo arigatou gozaimasu !!!

Não podemos deixar de dizer que o judô é um esporte individual praticado em equipe. Com isso queremos dizer que é impossível se tornar um grande judoca, mesmo um grande campeão, se você não tiver a oportunidade de se desenvolver com uma equipe de parceiros de treino e treinadores. A dimensão individual no judô existe, mas só existe por meio do grupo com o qual um atleta se identifica e ao qual pertence. Portanto, não é surpreendente que as competições por equipes sempre tenham um sabor especial.

A Federação Internacional de Judô queria e o mundo do judô sonhava com esse torneio Olímpico de Seleção Mista de Judô, que pela primeira vez fez sua entrada oficial nos Jogos Olímpicos aqui em Tóquio e ninguém ficou desiludido porque desde as primeiras rodadas, o show foi lá e várias partidas poderiam ter sido o cartaz de uma final olímpica individual.

O que vimos de tão incrível desde a manhã que tivemos arrepios? Para quem teve a sorte de estar presente no Nippon Budokan ou em frente à TV, a lista não pode ser exaustiva, pois foram tantos os destaques. Podemos citar alguns?

Equipe França - 1ª

• Desde o início, descobrimos a equipe de refugiados (EOR) que não se esquivou da Alemanha e que exibiu com orgulho a bandeira da unidade e da ajuda mútua.

• Na ronda seguinte, a mesma equipa alemã defrontou-se com a equipa dos sonhos japonesa, na qual apenas Mukai Shoichiro não era campeão olímpico. Ainda assim, após as duas primeiras lutas, a Alemanha vencia por 2 a 0, após as derrotas de Abe Uta e Ono Shohei. Aquele que parecia invencível alguns dias atrás foi repentinamente derrubado por Igor Wandkte. Então o Japão voltou e venceu por 4 a 2, mas foi mais perto do que qualquer um poderia esperar.

Todos os medalhistas

• Saeid Mollaei alinhou-se com a equipa da Mongólia. Contra a Alemanha, ele enfrentou a oposição de Eduard Trippel, medalhista de prata como ele, mas na categoria superior. Contra a equipe ROC, ele enfrentou Mikhail Igolnikov, novamente lutando em uma categoria acima da sua. Em ambos os casos, ele venceu com brio.

• Israel lutou calorosamente contra a Itália e depois contra a França, com o resultado final a ser decidido através de um empate e um sorteio de ouro extra sorteado aleatoriamente. Margaux Pinot perdeu inicialmente para Gili Sharir, mas durante a revanche a francesa marcou um ippon libertador.

Equipe Japão - 2ª

• A Holanda começou mal com a nova derrota de Henk Grol para o Bekmurod Oltiboev (UZB), mas com as equipas empatadas, o empate para o marcador de ouro foi na mesma categoria de pesos pesados. Desta vez, Grol ofereceu a vitória ao seu time. Na rodada seguinte foi mais uma vez quem deu a vitória da Holanda sobre o Brasil ao derrotar Rafael Silva.

• Depois de uma primeira luta perdida para surpresa de todos, Ono Shohei finalmente se redimiu executando um movimento perfeito contra o representante da ROC, Musa Mogushov.

Teddy Riner jogando Aaron Wolf na final

Então, aqui estão algumas das histórias que um único dia de competição nos permitiu desfrutar. Ao longo da sessão da manhã, o nível de ruído aumentou um pouco e como o bloco final estava prestes a começar, podíamos esperar, apesar da ausência de público, um clima animado.

Resultados finais
 1 - França 2 - Japão 3 - Alemanha 3 - Israel 5 - ROC 5 - Holanda 7 - Brasil 7 - Mongólia

Chizuru ARAI vs Clarisse AGBEGNENOU
Final

Japão vs França
 -70kg Chizuru ARAI vs Clarisse AGBEGNENOU -90kg Shoichiro MUKAI vs Axel CLERGET + 70kg Akira SONE vs Romane DICKO + 90kg Aaron WOLF vs Teddy RINER -57kg Tsukasa YOSHIDA vs Sarah Leonie CYSIQUE -73kg Shoichhei ONO vs Guillaume CHIQUE -73kg

A final começou voando, um primeiro ko-uchi-gari de esquerda para waza-ari marcado por Clarisse AGBEGNENOU, seguido por um contra-ataque dos franceses para um segundo waza-ari. 1-0 para a França. Clarisse é definitivamente a chefe.

A segunda luta foi apenas sobre força e kumi-kata fortes entre Shoichiro MUKAI e Axel CLERGET. Os franceses fizeram uma partida tática perfeita para marcar um ippon importante no período do placar de ouro. 2-0 para a França.


A terceira partida era a que se esperava no último dia de competição entre Akira SONE e Romane DICKO, mas como a francesa foi derrotada pelo Idalys ORTIZ, isso não aconteceu até hoje. Durante a primeira metade da competição, DICKO não se impressionou com a campeã olímpica e impôs sua força. SONE foi bloqueado, sem uma resposta, mas ela encontrou o seu caminho para marcar um primeiro waza-ari com seu o-uchi-gari, seguido na sequência seguinte com uma imobilização para levá-lo para ippon e 2-1 para a França.

Foi a vez de Teddy Riner pisar no tatame, contra o campeão olímpico de -100kg Aaron WOLF. Se no início Riner parecia ser capaz de controlar a luta e forçar Lobo a ser penalizado duas vezes, lenta mas seguramente o judoca japonês estava ficando mais confiante e foi capaz de perturbar o francês, mas no período do placar de ouro, Teddy Riner finalmente conseguiu um waza -ari pelo terceiro ponto para a França.

A próxima disputa poderá ser decisiva entre Tsukasa YOSHIDA e Sarah Leonie CYSIQUE, ambas medalhistas na prova individual. Imediatamente CYSIQUE apareceu mais nisso do que YOSHIDA e acertou um waza-ari. Ela seria capaz de suportar a pressão? A resposta foi sim, ela fez e eles fizeram! Isso foi absolutamente extraordinário. O Japão estava destinado a vencer, segundo todas as previsões. Como perderam a final, em casa com tantos campeões olímpicos alinhados? A França provou que um evento coletivo tem a ver com o espírito de equipe, a coesão e o fato de os indivíduos se colocarem a serviço do resultado coletivo. A França fez em 2021 o que Anton Geesink fez em 1964 e desviou a balança das expectativas para o incrível.


Para sempre, a França será a primeira campeã olímpica por equipes mistas. Haverá outros no futuro, mas por enquanto eles são os campeões olímpicos, pois estavam cantando antes da cerimônia de premiação. Clarisse Agbegnenou é bicampeã olímpica em Tóquio e Teddy Riner é agora oficialmente três vezes campeão olímpico e tem tantos títulos olímpicos quanto Nomura Tadahiro. Todos os outros medalhistas ou não medalhistas da competição individual podem agora dizer que ganharam o ouro em Tóquio 2020.

Clarisse Agbegnenou disse: " Esta manhã nos sentimos muito bem, estávamos relaxados, todos juntos, tocamos música. Foi legal e pensamos 'vamos buscar o ouro'. O bom desta competição é que se você falhar, o time irá te resgatar. Olha a Pinot, ela começou a perder e depois nos salvou. Quanto a mim, mesmo que eu esteja acostumada a treinar com gente -70kg, isso é outra coisa. Tive que enfrentar o campeão olímpico Arai. Acho que estou o auge da minha arte. Ganhei golos, foi simplesmente incrível. Vencemos o Japão no Japão, isso é o que chamamos de exceção francesa na França. "

Margaux Pinot disse: " Aos 3-3, tive a sensação de que a minha categoria seria escolhida para a competição final e não fiquei feliz porque me senti mal e não fui capaz de jogar. Então, pela primeira vez na competição, aumentei minha mão e pela primeira vez eu tentei uchi-mata. Eu me senti tão aliviado e também é como uma vingança pelo meu pobre torneio individual. Eu sou campeão olímpico. "

Aaron Wolf disse: " O judoca francês foi hoje um pouco melhor do que nós. Com Teddy tentei atacar suas pernas e depois tentei mudar, mas não funcionou. Fiz o meu melhor, mas não consegui. "

Kosei Inoue disse: " Tenho pena dos nossos adeptos e estou muito desiludido, mas a França tem uma grande equipa e um super espírito de equipa. Dou os parabéns. Esta também será uma boa experiência para nós, vamos aprender com isso. "

Concursos de medalha de bronze

Alemanha vs Holanda
 -70kg Giovanna SCOCCIMARRO vs Sanne VAN DIJKE -90kg Dominic RESSEL vs Noel VAN T END + 70kg Anna-Maria WAGNER vs Guusje STEENHUIS + 90kg Karl-Richard FREY vs Henk GROL -57kg Theresa STOLL vs Sanne VERHAGEN -73kg SEIDL vs Sebastian Tornike TSJAKADOEA

Com dois waza-ari e a vitória contra Giovanna SCOCCIMARRO, Sanne VAN DIJKE trouxe o primeiro ponto para a equipe Holanda. O campeão mundial de 2019 Noel VAN T END já estava pisando no tapete para tentar ganhar um segundo ponto, mas depois de mais de 5 minutos no período de pontuação dourada e nada além de pênaltis no placar, Noel VAN T END foi penalizado pela terceira vez por passividade . 1-1.

Anna-Maria WAGNER marcou o segundo ponto para a Alemanha, com um ura-nage lançado poucos segundos antes do final da partida. Os próximos no tatame foram Karl-Richard FREY e Henk GROL. O peso pesado holandês empatou com um contra-ataque. 2-2

Mais uma vez, o placar estava apertado entre Theresa STOLL e Sanne VERHAGEN. O alemão marcou primeiro, seguido pelos holandeses. Foi o STOLL quem finalmente marcou pela segunda vez, no período do placar de ouro, para oferecer o terceiro ponto à Alemanha. A próxima rodada pode ser decisiva ou não e realmente foi. Com a vitória de Sebastian SEIDL, a Alemanha marcou o quarto ponto que lhe deu a medalha de bronze.

Time alemanha

Anna-Maria Wagner disse: " Esta manhã decidimos esperar e não me alinhar para as primeiras rodadas. Funcionou, então o concurso de medalha de bronze foi para mim como uma final e me senti revigorada. Meu braço dói, mas valeu a pena . Esta é uma equipe incrível. Nós nos apoiamos muito e a competição foi tão boa, estou orgulhoso da equipe e da medalha ” .

Israel vs ROC
 -70kg Gili SHARIR vs Madina TAIMAZOVA -90kg Sagi MUKI vs Mikhail IGOLNIKOV + 70kg Raz HERSHKO vs Aleksandra BABINTSEVA + 90kg Peter PALTCHIK vs Tamerlan BASHAEV -57kg Timna NELSON LEVY vs Daria MOZBULETSKA73

Com um waza-ari registrado no score de ouro, Madina TAIMAZOVA deu o primeiro ponto à delegação ROC. Era hora do campeão mundial de 2019, Sagi Muki, entrar no tatame contra Mikhail IGOLNIKOV em um esforço para igualar a linha de pontuação. O início da luta foi bastante difícil para Sagi Muki, que não encontrou solução contra os desafiadores kumi-kata de IGOLNIKOV. O israelense foi penalizado duas vezes quando seu oponente tinha apenas um shido em seu nome, mas com alguns segundos restantes encontramos novamente o campeão incrível que Sagi é e ele marcou um ippon magnífico por 1-1.

Os próximos no tatame foram Raz HERSHKO e Aleksandra BABINTSEVA. Não demorou muito para que HERSHKO conseguisse dois waza-ari e desse a liderança para Israel. 2-1. Com Peter PALTCHIK e Tamerlan BASHAEV em seguida inferindo os holofotes, parecia que o ponto poderia facilmente ir para o ROC, mas PALTCHIK é um judoca poderoso, que não tem problemas em se envolver com qualquer oponente. A partida toda foi meio que um jogo de gato e rato, mas no final foi PALTCHIK quem marcou um waza-ari no placar de ouro. 3-1 para Israel.

Time israel

A partida entre Timna NELSON LEVY e Daria MEZHETSKAIA começou mal para Israel quando MEZHETSKAIA marcou um primeiro waza-ari, mas Timna NELSON LEVY estava em chamas o dia todo e mesmo sendo uma waza-ari atrás, ela continuou se esforçando para marcar dois waza-ari e que sua alegria e a do time de Israel explodam. Israel perdeu várias oportunidades de chegar ao pódio durante a competição individual, mas hoje como uma equipe e como um grupo, que é exatamente o que os eventos de equipe tratam, havia uma medalha de bronze para Israel.

Sagi Muki disse: “ Depois do torneio individual, toda a mídia em Israel estava sobre nós porque não ganhamos uma medalha. Hoje estávamos tão unidos, tão convencidos de que poderíamos fazer isso e lutamos como leões porque acreditamos em nossas chances. "

Peter Paltchik disse: " Nós lutamos por um time, um país, uma bandeira. É um sentimento único. Quando você está no tatame e ouve todos os seus companheiros de equipe apoiando-o com tanta paixão e força, isso lhe dá poder extra. Isso potência extra significa uma medalha. É por esses momentos que amamos o que fazemos. Estamos orgulhosos porque fizemos algo incrível. "

Por: Nicolas Messner, Jo Crowley, Pedro Lasuen e Grace Goulding - Federação Internacional de Judô
Fotos: Gabriela Sabau e Emanuele Di Feliciantonio

sexta-feira, 30 de julho de 2021

FIJ: Rosi e Brasil


De atleta a Treinadora Olímpica e Coordenadora Técnica da CBJ, não importa a função, Rosi Campos está sempre visível, atuando pró-ativamente como a cola da seleção brasileira, garantindo a inclusão e liderando a torcida. A posição dela é de grande responsabilidade e o período que antecedeu os Jogos Olímpicos está longe de ser tranquilo.

“Tem sido muito difícil, não só para o Brasil, mas para todos. Para nós, vivemos muito longe da Europa e depois da pandemia quando o IJF World Tour começou novamente, a Europa era muito cara para nós, então tínhamos dois problemas: a situação global e também as implicações financeiras. Tudo o que pagamos é cerca de 7 vezes mais do que o normal, quando levamos em consideração os protocolos de saúde e as taxas de câmbio e muito mais. Tínhamos que ter um plano muito robusto e uma forma realista de nos prepararmos, especialmente com parte da equipe ainda precisando de pontos de qualificação. 

Em Tbilisi, um membro da equipe estava com o Covid, então tivemos que nos isolar na Turquia e não pudemos participar do grand slam. Tínhamos feito duas bolhas, para homens e para mulheres, mas as bolhas se romperam com o transporte, pegando aviões, sem escolha a não ser serem misturadas, então foi muito ruim. Os atletas estavam muito cansados ​​de ficarem isolados e não poderem sair. Tínhamos que pagar por tudo isso na Turquia. Depois tivemos que ir direto para Guadelajara para o Campeonato Pan-Americano.

No ano passado tivemos sorte com o apoio de Portugal e lá ficámos 2 meses e meio. Durante o campo de treinamento, Mayra ficou ferida e precisou de cirurgia. Sua primeira competição de volta foi o Campeonato Mundial e isso está muito perto para um atleta olímpico. "

Treino em Portugal

“Imediatamente antes do Mundial tivemos um acampamento brasileiro, em Pindamonhangaba em São Paulo. É realizado em um grande hotel com um dojo, ficando em uma bolha com exames regulares e protocolos claros. Todas as necessidades fisiológicas, de massagem e nutricionais são atendidas lá, além do treinamento físico. Foram 3 acampamentos lá como parte da preparação para o Mundial e as Olimpíadas.

Incluímos muitos juniores da seleção brasileira na preparação para os Jogos Olímpicos e funcionou de forma brilhante. Eles se tornaram muito próximos dos membros da equipe sênior, especialmente da equipe olímpica. Os juniores cresceram, técnica e taticamente. Precisávamos dos parceiros de treino e por isso ficou perfeito.

Todas as decisões são tomadas em conjunto com os atletas, não apenas a CBJ. Temos um grupo de WhatsApp que inclui todos os treinadores do clube e temos uma reunião online uma vez por semana. Discutimos o que os atletas estão fazendo quando voltam para casa dos campos de treinamento.

O Comitê Olímpico Brasileiro decidiu que era muito arriscado treinar todos juntos um pouco antes do Mundial e dos Jogos por causa da Covid, mas com uma boa comunicação ainda pudemos dar continuidade ao trabalho feito nos acampamentos, com os jogadores trabalhando duro em seus clubes.

Toda semana conversamos com a Federação, a equipe e os treinadores do clube. Cuidamos de cada detalhe para construir confiança e responsabilidade em todo o Brasil. Tenho muito orgulho de trabalhar nesta equipe. Acho que está tudo certo para os atletas conseguirem o que precisam. Temos agora a mesma provisão para homens e mulheres também, o que é muito melhor do que no passado. "

Treinamento em Paris - fevereiro de 2020: espírito de equipe

Daniel Cargnin lutou com grande coração e um forte grupo de apoio nas arquibancadas e ganhou uma inesperada medalha de bronze no dia 2 em Tóquio.

Sentindo cada vitória e cada derrota em Tóquio

Em seguida, Mayra Aguiar superou uma montanha de desafios para ganhar um extraordinário 3º bronze olímpico em tantos ciclos. Ambas as medalhas podem ser atribuídas, é claro, ao trabalho árduo dos atletas e de seus treinadores, mas também ao incrível espírito de toda a seleção brasileira. Às vezes, a palavra 'família' é usada em demasia, mas, neste caso, é exatamente a palavra certa.

Mayra Aguiar, emocionada após conquistar sua 3ª medalha olímpica.

Fotos: Gabriela Sabau e Emanuele Di Feliciantonio

TÓQUIO 2020 - Pesados brasileiros terminam em sétimo lugar nos Jogos Olímpicos


Tóquio, 30 de julho - Os pesos pesados brasileiros Rafael Silva “Baby” (+100kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg) ficaram em sétimo lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Depois de estrearem com vitórias nas oitavas-de-final, ambos caíram nas quartas. Baby parou no Georgiano Guram Tushishvili, nas punições, enquanto Suelen sentiu o joelho ao tentar defender um golpe da France Romane Dicko.  

Com muitas dores, a brasileira não conseguiu seguir na luta e foi removida de maca do tatame após receber atendimento do médico da seleção, Dr Guilherme Garofo. Ainda no ginásio, Suelen foi avaliada e encaminhada para a Policlínica da Vila Olímpica, onde os exames de imagem confirmaram uma lesão do ligamento patelar do joelho esquerdo. Com isso, a brasileira não poderá disputar a competição por equipes mistas, que acontecerá neste sábado, 31.  

“A lesão aconteceu antes da queda. Houve uma disputa de força entre as duas. Esse tipo de lesão acontece com o movimento excêntrico, onde o atleta faz a força para esticar a perna enquanto ele está sofrendo uma outra força, no caso, da adversária, de dobrar o joelho. Não é uma lesão tão comum no judô. E não é a mesma que ela já teve, que foi de ligamento cruzado e de colateral. Essa é uma lesão diferente.  Se for uma lesão cirúrgica é de quatro a seis meses de recuperação, muito parecido com lesão de ligamento cruzado. Ela estava, no momento, com bastante dor no joelho, incapaz de caminhar, então saiu na maca. A gente medicou, fez gelo, ela estava com controle bom de dor, se sentindo já mais confortável, conseguiu dobrar o joelho até 90 graus e foi para a policlínica realizar os exames de imagens”, explicou o Dr. Garofo.  

Sem condições de luta, Suelen não se apresentou no tatame para a repescagem e, com isso, finalizou sua terceira participação olímpica em sétimo lugar 

Rafael Silva para em Riner e foca em disputa por equipes, neste sábado

Na chave masculina, Rafael Silva estreou com vitória por ippon sobre Ushangi Kokauri, do Azerbaijão, e pegou Guram Tushishvili, da Geórgia, nas quartas. Em luta amarrada, o adversário conseguiu impor mais ataques e, mesmo que sem efetividade, forçou três punições ao brasileiro.  

"Competição difícil. Eu sabia pelo quadrante que eu teria dificuldade com o georgiano, um histórico complicado contra ele. Senti bastante a questão de volume de pegada, ele se desvencilhando o tempo todo e eu não tive a oportunidade de botar muitos golpes”, detalhou Baby. 

Para buscar sua terceira medalha olímpica, Rafael Silva precisaria passar pelo bicampeão olímpico Teddy Riner, da França, na repescagem. A lenda do judô, decacampeão mundial, foi derrotado nas quartas-de-final pelo russo Tamerlan Bashaev, por um waza-ari.  

Baby tentou impor sua estratégia na luta, mas Riner conseguiu projetar o brasileiro e finalizou o combate com uma chave de braço, avançando à disputa pelo bronze. Rafael encerrou, assim, sua terceira participação olímpica com um sétimo lugar. Ele já tinha dois bronzes dos Jogos de Londres 2012 e do Rio 2016.  

“A gente traçou com a Yuko (Fujii) e o Jun (Shinohara) de ir com a pegada cruzada. O Riner tem uma (pegada na) manga muito forte. Então, era evitar dele pegar na manga e, infelizmente, quando ele conseguiu pegar, fez o golpe, o mesmo que tinha usado em outras lutas, e era uma situação difícil de reverter”, lamentou o judoca brasileiro que ainda terá mais uma chance de medalha com a equipe, no sábado, 31. “Dei meu máximo durante todo esse ciclo olímpico, uma vida toda dedicada ao judô, uma carreira construída no esporte, feliz por estar aqui. Mas não tem muito tempo para ficar remoendo o individual. Preciso me recuperar para dar o meu melhor na competição por equipe amanhã.” 

As disputas por equipes, prova inédita em Jogos Olímpicos, serão no mesmo horário das individuais, às 23h e às 5h. O Brasil, como cabeça de chave, sai de bye na primeira rodada e aguarda o vencedor do duelo entre Uzbequistão e Holanda. A escalação da equipe para o primeiro confronto será anunciada meia hora antes dos combates. 

Nota oficial sobre Maria Suelen


A Missão Brasileira em Tóquio 2020 e a Confederação Brasileira de Judô informam que a judoca Maria Suelen Altheman sofreu lesão no ligamento patelar do joelho esquerdo e não disputará a prova por equipes mistas marcada para este sábado, dia 31. A atleta precisará passar por cirurgia no retorno ao Brasil.  

A contusão ocorreu no combate de quartas-de-final do peso pesado feminino contra a francesa Romane Dicko, realizada nesta sexta-feira, 30. Após ser avaliada pelo médico da equipe de judô, Guilherme Garofo, ainda no tatame, a atleta foi encaminhada para a realização de exames de imagem na Policlínica da Vila Olímpica, que confirmaram a lesão no ligamento patelar. Ela encerra sua terceira participação olímpica na sétima colocação.

Por: Assessoria de Imprensa da CBJ


Tóquio 2020 - Sone confirma e Krpalek surpreende a todos


Hoje, o torneio individual dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 terminou com os dois últimos campeões olímpicos recebendo suas medalhas de ouro: SONE Akira (JPN) e Lukas KRPALEK (CZE). Se para SONE era uma expectativa, ainda assim conquistou a 9ª medalha de ouro para o país-sede, o que é impressionante. Na categoria masculina, Lukas KRPALEK, já campeão olímpico, do Rio, escreveu uma bela página da história olímpica ao vencer pela segunda vez consecutiva, mas em uma categoria diferente.

Após sete dias de competição, conhecemos agora os 14 novos campeões olímpicos e a distribuição completa de medalhas. 25 países subiram ao pódio, enquanto 35 estiveram presentes no bloco final. Mais uma vez o judô mostrou sua universalidade.

Foi escrito, mas nada saiu como planejado; nada poderia e não deveria impedir Teddy Riner de conquistar seu terceiro título olímpico consecutivo, sua quarta medalha geral com o bronze em Pequim 2008. Nada! Exceto, no judô, mesmo quando tudo é escrito com antecedência, na verdade a tinta é tudo menos indelével, porque um minúsculo grão de areia pode parar a mais bela das mecânicas.

Teddy RINER é essa máquina e apareceu em Tóquio em forma como nunca antes. Afiado e motivado, ele estava prestes a escrever um novo capítulo em um livro já repleto de histórias extraordinárias. Qual o papel do estresse? O medo do grande dia? Teddy está acostumado a isso. Houve algum problema durante a preparação? Os ferimentos desempenharam algum papel? A pandemia o perturbou mais do que se poderia imaginar? Estas são perguntas que Tamerlan BASHAEV (ROC) não fez quando lançou seu ataque e em um flash mudou de direção para projetar o francês.


Cada Olimpíada tem sua cota de surpresas, de atletas que não eram esperados em tão alto nível e outros que não estão no nível que se imaginava. Há um terceiro grupo sendo composto de favoritos que entregam, como Clarisse fez ou Shohei Ono. A derrota de Teddy Riner definitivamente entra no catálogo de grandes surpresas olímpicas, mas, na verdade, o autor disso, o representante da ROC não! Ele era o número um do mundo ao chegar em Tóquio. Na ausência do campeão mundial dez vezes nos últimos meses, pode-se dizer que o selo número um de Tamerlan foi superestimado, mas pelo menos agora Tamerlan BASHAEV estabeleceu o recorde.

Aconteça o que acontecer, Teddy Riner continua sendo um campeão excepcional, um judoca extraordinário que esperamos ver de novo rapidamente no tatame, para conquistar este elusivo terceiro título olímpico, talvez em Paris. Isso sem dúvida tornaria a história ainda mais extraordinária.

O último dia de competição será dedicado pela primeira vez na história ao evento de equipes mistas: três homens e três mulheres em cada equipe. O Japão conseguirá conquistar a medalha de ouro do primeiro time? Quem entre as outras nações será capaz de conter seu domínio impressionante? Saberemos mais sobre isso em 31 de julho.

+ 78kg: SONE Conclui Final da
 Colheita Japonesa
 ORTIZ, Idalys (CUB) vs SONE, Akira (JPN)

Foi uma final longa, com dois atletas que se mostraram impossíveis de lançar o dia todo. De um lado tivemos a incrível experiência de Idalys ORTIZ (CUB) com quatro seleções olímpicas e quatro medalhas, incluindo as últimas três finais e do outro lado tivemos os jovens de SONE Akira. Como ninguém sabia como jogar, a decisão foi tomada nos pênaltis e SONE Akira conquistou a 9ª medalha de ouro para o Japão; uma colheita impressionante para o país anfitrião.


Sone Akira disse: " Sou pequeno para a categoria, então pensei em tentar suportá-la no kumite. Foi difícil, mas consegui e estou muito longe de provar que é possível vencer com um corpo pequeno. "

Idalys ORTIZ disse: " Cuba veio aqui em busca de uma medalha. Feito! É o quarto para mim e estou especialmente feliz porque muitas pessoas pensaram que eu estava acabado. Esta medalha é a minha resposta. Trabalho muito, tenho experiência e foi fora de cogitação voltar para casa sem medalha. Dedico esta medalha ao meu pai, que faleceu há 9 meses. "


Concursos para medalha de bronze
 XU, Shiyan (CHN) vs KINDZERSKA, Iryna (AZE) SAYIT, Kayra (TUR) vs DICKO, Romane (FRA)

Podemos dizer que Iryna KINDZERSKA (AZE) fez o que era preciso para subir ao pódio. Sem dar chance para seu oponente chinês, ela construiu seus ataques perfeitamente para marcar dois waza-ari. Ela queria aquela medalha e ela conseguiu. Bravo, muito bem!

A segunda disputa pela medalha de bronze foi facilmente vencida por Romane DICKO, que não escondeu que ficou decepcionada por não estar na final, mas esta medalha de bronze é um resultado fantástico para a jovem judoca francesa, de apenas 21 anos. Ela está apenas no início de sua carreira. O próprio Teddy Riner começou seu reinado com a medalha de bronze olímpica em Pequim em 2008. Vamos esperar para ver o que vem a seguir para um dos atletas mais talentosos do circuito.


Romane DICKO disse: " Não sei o que aconteceu na semifinal. Estava esperando sua mudança, mas ela ainda o fez. Chorei muito, mas decidi lutar pelos meus companheiros de equipe porque uma medalha olímpica de bronze é importante. Tenho 3 anos para me vingar e o tempo passa rápido. "

Iryna KINDZERSKA disse: " É a melhor medalha da minha carreira. Perdi o concurso de medalha de bronze em Londres e me machuquei. Agora eu tenho! Vou dormir muito bem esta noite e depois vou sorrir por um ano. "


Semifinais
 ORTIZ, Idalys (CUB) vs DICKO, Romane (FRA) KINDZERSKA, Iryna (AZE) vs SONE, Akira (JPN)

Idalys ORTIZ é um desses atletas, já com um currículo incrível, que estará sempre presente quando for necessário. Campeã olímpica em 2012 em Londres, medalhista de prata quatro anos depois no Rio, também campeã mundial, voltou a chegar às semifinais em Tóquio. Essa longevidade, embora permaneça no mais alto nível, não é apenas excepcional, é inspiradora para gerações de atletas. Sempre temos muito prazer em ver o cubano no circuito. Os anos que passam não parecem ter efeito sobre ela; Idalys ainda tem essa habilidade incrível de entrar em forma na hora certa. Foi o que fez na sessão da manhã, vencendo todos os adversários para enfrentar na semifinal aquela de que todos falam há meses, a francesa Romane DICKO.

Esta também não decepcionou e todos que previam que ela seria a sucessora da campeã olímpica Rio 2016 Emilie Andeol balançaram a cabeça, ansiosos para ver se a ORTIZ voltaria a ser derrotada pelo contingente francês. Há meses Romane acende o estopim, encadeando vitórias com maestria, para se tornar um dos favoritos ao título olímpico. A atuação da ORTIZ na semifinal foi um modelo de técnica e tática. Ela controlou totalmente o braço direito de seu jovem oponente, que era incapaz de quebrar a distância. Então, pela primeira vez o cubano deixou DICKO levar seu kumi-kata forte, mas foi para contra-atacar melhor e então ORTIZ marcou com uma demonstração de ura-nage, justamente quando foi necessário e neutralizou DICKO pelo resto da partida. O judoca francês foi incapaz de responder e não conseguiu '

A segunda semifinal colocou a finalista do World Judo Masters em Doha em janeiro passado, Iryna KINDZERSKA (AZE), contra o jovem judô prodígio japonês SONE Akira (JPN), que foi, há quase dois anos, o primeiro atleta nomeado para o Equipe olímpica japonesa, depois de vencer o Campeonato Mundial de 2019 diante de sua torcida. Com um waza-ari e uma imobilização, SONE comprou seu ingresso para a primeira final olímpica de sua carreira.


Repescagens
 XU, Shiyan (CHN) vs ALTHEMAN, Maria Suelen (BRA) HAN, Mijin (KOR) vs SAYIT, Kayra (TUR)

A atleta chinesa XU Shiyan e Maria Suelen ALTHEMAN (BRA) deveriam se encontrar na repescagem, mas devido a uma lesão o brasileiro não pôde competir e, portanto, XU foi direto para a disputa pela medalha de bronze.

A segunda partida de repescagem viu HAN Mijin (KOR) e SAYIT Kayra (TUR) competirem para ter a chance de ganhar a medalha de bronze mais tarde. SAYIT não demorou muito para jogar seu oponente por waza-ari e, em seguida, amaldiçoá-la por ippon.


Resultados finais
 1 SONE Akira (JPN) 2 ORTIZ Idalys (CUB) 3 KINDZERSKA Iryna (AZE) 3 DICKO Romane (FRA) 5 XU Shiyan (CHN) 5 SAYIT Kayra (TUR) 7 ALTHEMAN Maria Suelen (BRA) 7 HAN Mijin (KOR )

+ 100kg: KRPALEK Dupla em Tóquio na Final da
 Categoria Mais
 Pesada TUSHISHVILI, Guram (GEO) vs KRPALEK, Lukas (CZE)

Definitivamente, esse cenário não foi escrito com antecedência; aquele em que TUSHISHVILI parece assumir a liderança e KRPALEK é penalizado duas vezes. Mais um shido e a vitória seria para a Geórgia, mas é quando o esporte e o judô são incríveis. Em alguns segundos, KRPALEK acertou um waza-ari, que ele imediatamente seguiu no chão para derrubar seu oponente para ippon. Há cinco anos Lukas KRPALEK conquistou o título olímpico no Rio na categoria até 100kg. Hoje ele está novamente no topo do pódio, mas na divisão de pesos pesados. É sempre difícil ganhar uma medalha, mas ganhar duas medalhas de ouro em duas categorias diferentes é quase inacreditável, quase impossível. Hoje, Lukas KRPALEK tornou isso possível.



Lukas KRPALEK disse: " A parte mais difícil de hoje foi derrotar Harasawa. Ele me conhece bem e, como todos viram, a seleção japonesa se preparou muito bem para os Jogos. Fiquei muito aliviado por chegar à final. Tushushvili me derrotou duas vezes antes, tinha um plano e também era difícil, mas no final venci. Vou tentar fazer força para estar em Paris, mas agora só quero descansar. "


Concursos para medalha de bronze
 RINER, Teddy (FRA) vs HARASAWA, Hisayoshi (JPN) KHAMMO, Yakiv (UKR) vs BASHAEV, Tamerlan (ROC)

A primeira medalha de bronze foi conquistada, no final, por Teddy Riner. Não é a cor que ele escolheu, mas ganhar a quarta medalha em uma quarta Olimpíada é realmente impressionante. Durante a partida, HARASAWA parecia totalmente incapaz de impedir RINER de avançar e foi penalizado três vezes. A partir de agora, se Teddy Riner quiser bater o recorde de Nomura, terá que estar presente em Paris daqui a três anos.

A segunda medalha de bronze entre Yakiv KHAMMO (UKR) e Tamerlan BASHAEV (ROC), fechando um belo dia para o número um do mundo, apesar da derrota na semifinal.

Teddy RINER disse: " É a medalha da coragem. Voltei de muito longe e não foi fácil. Meu treinador me motivou depois das quartas-de-final. Ele disse: divirta-se e pegue o bronze. Ok, não é o ouro, mas ainda uma medalha olímpica. No final, estou um pouco frustrado, mas ainda feliz. Esses 5 anos foram tão difíceis, então não vou reclamar. "

Tamerlan BASHAEV disse, " Antes de enfrentar Teddy eu pensei 'ele é apenas um homem feito de ossos e carne.' O plano era ir para o placar de ouro e esperar que ele se cansasse. Aí seu kumi -kata ficaria menos forte e eu poderia encontrar uma oportunidade. Foi exatamente o que aconteceu. Aí eu perdi, o que foi frustrante, mas disse a mim mesmo que vou conseguir, por suposto, a medalha de bronze. "


Semifinais
 BASHAEV, Tamerlan (ROC) vs TUSHISHVILI, Guram (GEO) HARASAWA, Hisayoshi (JPN) vs KRPALEK, Lukas (CZE)

Digamos imediatamente que as semifinais não foram o que o público esperava. No mínimo, faltava um grande nome, o de Teddy RINER (FRA), que havia anunciado que estava em Tóquio para uma coisa, conquistar seu terceiro título olímpico e, portanto, alcançar e ultrapassar, pela inclusão de seu extenso catálogo de títulos mundiais, o grande Nomura, que finalmente poderá descansar, pelo menos por mais alguns anos, com seu histórico intocado.

No entanto, as coisas começaram bem para o gigante francês, que por sua vez eliminou o austríaco Stephan HEGYI e depois o israelense Ou SASSON, que apareceu em grande forma, mesmo que os especialistas possam ter visto algumas pequenas hesitações e desequilíbrios surgindo em seus movimentos , o que seria prejudicial mais tarde.

Na próxima rodada, a RINER se opôs ao representante da ROC, Tamerlan BASHAEV. O francês rapidamente mediu o adversário, bem menor que ele, e impôs sua guarda forte, levando BASHAEV a ser penalizado duas vezes, enquanto ele próprio foi penalizado apenas uma vez. Tudo, portanto, parecia bem encaminhado para RINER voltar à semifinal, mas seu treinador gritou com ele da beira do tatame, para ditar o ritmo para que o terceiro pênalti caísse rapidamente, o que o francês não parecia estar totalmente ciente de.


Quando o período de pontuação de ouro começou, houve um ataque de ombro de BASHAEV, seguido por uma mudança imediata de direção e Riner se viu jogado de costas, por um waza-ari que imediatamente encerrou seu sonho de terceiro título, pelo menos aqui em Tóquio. Chegará a hora de analisar essa derrota, mas por enquanto o que nos interessa são as semifinais, sabendo que após duas Olimpíadas de domínio total de Riner, teríamos um novo campeão olímpico esta noite.

Tendo ultrapassado Riner, foi assim Tamerlan BASHAEV (ROC) que enfrentou o campeão mundial de 2018 Guram TUSHISHVILI (GEO), por uma vaga na final da primeira metade do sorteio. BASHAEV começou a semifinal deixando TUSHISHVILI controlá-lo totalmente. Do público ouvimos 'shido white' para o atleta da ROC, mas de repente, com um dos ataques do georgiano, BASHAEV contra-atacou para assumir a liderança. A um minuto do fim, TUSHISHVILI começou a realmente empurrar e marcar um primeiro waza-ari com um koshi-waza, antes de concluir em grande estilo com um poderoso contra-ataque. Isso é o que chamamos de judô e uma vaga na final do TUSHISHVILI.

No final do sorteio, HARASAWA Hisayoshi (JPN) teve dificuldade em se livrar de Yakiv KHAMMO (UKR) para enfrentar o campeão olímpico carioca de -100kg, Lukas KRPALEK (CZE). Para ambos os homens as apostas eram altas, já que a ausência de Riner abriu novas possibilidades: para HARASAWA e Japão conquistarem o título dos pesos pesados ​​que os iludiu por tantos anos e para os tchecos a possibilidade de criar um novo conto de fadas vencendo em dois. categorias diferentes. Eventualmente, foi KRPALEK que caiu no tatame de exaustão e felicidade após um período de pontuação de ouro de quatro minutos, que ele venceu contra HARASAWA, que então competiu pela medalha de bronze.


Repescagens
 riner, peluche (FRA) vs SILVA, Rafael (BRA) KHAMMO, Yakiv (UKR) vs OLTIBOEV, Bekmurod (UZB)

A primeira competição de recarga foi uma revanche de várias finais ou semifinais de grandes eventos entre Teddy RINER e Rafael SILVA. RINER não deixou chance para SILVA, aplicando uma técnica de sumi-gaeshi depois de pouco tempo, marcando waza-ari, que ele seguiu com um juji-gatame para ippon. Esses dois homens se conhecem e se respeitam. Estava acabado para Silva, mas para RINER havia um bronze.

A segunda competição de recarga entre Yakiv KHAMMO (UKR) e Bekmurod OLTIBOEV (UZB) foi mais original. A vitória foi para Yakiv KHAMMO com um impressionante eri-seoi-nage que impulsionou OLTIBOEV para o teto do Nippon Budokan. Foi executado com perfeição, faltando apenas uma aterrissagem limpa nas costas. A jogada foi então premiada com waza-ari, que KHAMMO manteve até o final, para pagar sua entrada no concurso de medalha de bronze.


Resultados finais
 1 KRPALEK Lukas (CZE) 2 TUSHISHVILI Guram (GEO) 3 RINER Teddy (FRA) 3 BASHAEV Tamerlan (ROC) 5 HARASAWA Hisayoshi (JPN) 5 KHAMMO Yakiv (UKR) 7 SILVA Rafael (BRA) 7 OLTIBOEV Bekmurod

Por: Nicolas Messner, Jo Crowley, Pedro Lasuen e Grace Goulding - Federação Internacional de Judô
Fotos: Gabriela Sabau e Emanuele Di Feliciantonio


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