domingo, 25 de outubro de 2020

Time Brasil começa a utilizar o Athlete Analyzer Multi Sports. Pioneirismo para busca de performance e resultados.


A Athlete Analyzer lançou recentemente a versão Multi Sports. A nova plataforma poderá ser utilizada por modalidades esportivas variadas, no controle da carga de treinamento, preparação física dos atletas, prevenção de lesão, e muitas outras finalidades que envolvam ganho e melhoria de performance. 

O novo sistema oferece a mesma alta tecnologia das versões atuais do Athlete Analyzer.

E o sistema já tem o primeiro utilizador de grande porte: o Time Brasil, que tem como planos utilizar a plataforma como apoio na preparação de boa parte dos atletas que irá aos Jogos Olímpicos de Tokyo 2021, e que não estão em outras versões da plataforma.

Por: Mauricio Neves - Athlete Analyzer Brasil


Conheça os candidatos do Pará para a Eleição da Comissão de Atletas da CBJ


A Comissão de Atletas de Judô Eletiva da CBJ terá seus membros definidos, por meio de eleição, nos dias 27 e 28 de outubro. Pará conta com dois candidatos para o pleito que elegerá um  representante dos atletas de cada um dos estados do País, mais o Distrito Federal.

A participação e inscrição de candidatos no processo eleitoral do CAJE-CBJ era opcional e todos os estados, com exceção do Acre, sem nenhum representante, inscreveram suas chapas.

Para ajudar os judocas de cada estado que tenha mais de um atleta concorrendo, o boletim OSOTOGARI apresentará os candidatos destes estados, para que todos os candidatos possam ser apresentados antes das eleições que terá início na próxima terça-feira(27) e seguirá até a quarta-feira (28).

Nesse post apresentaremos os candidatos do Pará, que conta com dois candidatos:

Ana Beatriz Oliveira Pinto

Ana tem 21 anos, compete na classe sênior, categoria ligeiro. Defende a Associação Veleiro de Judô da cidade de Belém.

Milton Rafael Ribeiro de Miranda

Milton tem 28 anos, compete na classe sênior, categoria médio. Defende o Instituto Federal do Pará da cidade de Belém

Esperamos ajudar os judocas do Pará na escolha do seu candidato nas eleições da Comissão de Atletas da CBJ.

Clique aqui e confira como será o processo de eleição da Comissão de Atletas na CBJ.

Por: Boletim OSOTOGARI







Conheça os candidatos do Amapá para a Comissão de Atletas da CBJ


A Comissão de Atletas de Judô Eletiva da CBJ terá seus membros definidos, por meio de eleição, nos dias 27 e 28 de outubro. Amapá conta com dois candidatos para o pleito que elegerá um  representante dos atletas de cada um dos estados do País, mais o Distrito Federal.

A participação e inscrição de candidatos no processo eleitoral do CAJE-CBJ era opcional e todos os estados, com exceção do Acre, sem nenhum representante, inscreveram suas chapas.

Para ajudar os judocas de cada estado que tenha mais de um atleta concorrendo, o boletim OSOTOGARI apresentará os candidatos destes estados, para que todos os candidatos possam ser apresentados antes das eleições que terá início na próxima terça-feira(27) e seguirá até a quarta-feira (28).

Nesse post apresentaremos os candidatos do Amapá, que conta com dois candidatos:

Gessyca Costa da Silva

Gessyca tem 27 anos, competidora da classe sênior na categoria ligeiro. Defende a Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento (AIFA) da cidade de Macapá

Julio de Oliveira Vilhena

Julio tem 24 anos, competidor da classe Sênior, categoria ligeiro. Defende a Academia Ronildo Nobre, na cidade de Macapá

Esperamos ajudar os judocas do Amapá na escolha do seu candidato nas eleições da Comissão de Atletas da CBJ.

Clique aqui e confira como será o processo de eleição da Comissão de Atletas na CBJ.

Por: Boletim OSOTOGARI







FIJ: Marrom é o novo preto...


Ela é provavelmente a pessoa que mais gostou de seu tempo em Budapeste. Também é provável que continue a fazê-lo por muitos anos, mas a primeira vez sempre terá um gosto imbatível.

A jovem já tem um histórico invejável, ela sabe o que é ganhar, mas primeiro, o cartão de visita. O nome dela é Szofi Ozbas, ela tem 19 anos e é húngara. A essa altura da vida, ela já conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, é campeã mundial junior e tricampeã européia junior. É o que se chama de prefácio promissor.

Grand Slam da Hungria foi seu primeiro torneio no World Judo Tour. É como entrar em uma boate pela primeira vez e descobrir que o que há dentro é melhor do que pensávamos.

Ozbas chegou à festa e imediatamente chamou a atenção ao vencer seus dois primeiros concursos. O terceiro foi o melhor momento para ela porque ela perdeu, mas não contra qualquer um; ela foi derrotada pela atual campeã olímpica e, por fim, pela vencedora do grand slam, Tina Trstenjak. Pode parecer contraditório, mas não é porque campeões não são construídos em um dia. É um longo aprendizado e Ozbas é a melhor aluna de sua geração.

Após a derrota, ela bateu um papo descontraído com Trstenjak, no qual a campeã explicou o segredo de seu sucesso: “Você precisa de uma estratégia e seguir o plano, tomando decisões e implementando-as”. Estas foram as palavras da eslovena.

Ozbas destacou como foi bem recebida pelos veteranos do World Judo Tour: "Me senti muito bem porque eles me receberam de braços abertos e aprendi muitas coisas."

A jovem judoca é natural, não hesita em confessar que antes da primeira luta tinha um nó no estômago. "Estava nervosa, claro, mas assim que pisei no tatame me concentrei e pude desenvolver meu judô."

A sua primeira festa na discoteca mais seleta terminou com uma medalha de bronze, um confronto com a campeã olímpica e alguns novos amigos. 

Depois, também, há o detalhe de sua faixa, a única marrom que brilhava como um farol no meio de uma tempestade. Ela também tem uma resposta para isso. "Eu poderia ser faixa preta, mas gosto da cor marrom."

Inteligente, talentosa e divertida, lembre-se do nome dela, Szofi Ozbas, porque uma nova estrela está se formando na galáxia do judô.

Por Pedro Lasuen - Federação Internacional de Judô

Foto: Gabriela Sabau


FIJ: The Good Doctor


Procurávamos uma opinião realmente autorizada, a voz de um especialista, autêntica; alguém com conhecimento científico e, se possível, com experiência desportiva. O bom do judô é que há gente para tudo, com profissões e estudos de todos os tipos. Desta vez encontramos a candidata perfeita em Paula Pareto.

A Argentina é a atual campeã olímpica na categoria de menos de 48 kg e isso parece um conhecimento esportivo satisfatório. Quanto ao aspecto científico, é médica. Pareto trabalha em um hospital e combina seu trabalho com a paixão de sua vida, o judô.

Então, com o retorno do World Judo Tour, queríamos saber se estamos fazendo as coisas certas.

“Não existe risco zero”, explica Pareto. “É a primeira coisa que você aprende na medicina. Para evitar contágios, medidas devem ser tomadas e eu sou a favor de medidas rigorosas. É sempre melhor ir longe demais do que ficar aquém. "

A Federação Internacional de Judô estabeleceu um protocolo exigente para proteger a saúde de todos: atletas, funcionários e convidados.

"Não posso reclamar", diz Pareto. “Todos queríamos voltar à competição e as medidas sanitárias são o pedágio que temos que pagar. Parece-me que as coisas vão bem e todos respeitamos as condições impostas porque é o que responde às necessidades da situação. Digo isso como médica, não como judoca ”.

Embora o assunto seja aberto, também podemos aproveitar para perguntar ao desportista: “Foi muito bom ver os meus companheiros de equipe novamente, principalmente os que estiveram doentes. Este é um esporte muito difícil e estamos passando por um período muito difícil; tem um grande custo. Por isso competir é a nossa recompensa e, no fundo, o protocolo de segurança é fundamental porque nos permite fazer o nosso trabalho ”.

Pareto conquistou a medalha de prata neste Grand Slam. Na final, ela foi derrotada por Distria Krasniqi de Kosovo. “Deixo um gosto agridoce na boca. Ninguém gosta de perder, mas, novamente, era uma questão de aumentar o ritmo. Se eu tivesse que resumir, eu diria missão cumprida."

Uma missão cumprida duas vezes! A visão do esporte atende às expectativas, com excelentes competições. Em relação às medidas de segurança, a médica também deu uma boa nota.

Por Pedro Lasuen - Federação Internacional de Judô


Conheça os candidatos do Mato Grosso do Sul para a Eleição da Comissão de Atletas da CBJ


A Comissão de Atletas de Judô Eletiva da CBJ terá seus membros definidos, por meio de eleição, nos dias 27 e 28 de outubro. Mato Grosso do Sul conta com três candidatos para o pleito que elegerá um  representante dos atletas de cada um dos estados do País, mais o Distrito Federal.

A participação e inscrição de candidatos no processo eleitoral do CAJE-CBJ era opcional e todos os estados, com exceção do Acre, sem nenhum representante, inscreveram suas chapas.

Para ajudar os judocas de cada estado que tenha mais de um atleta concorrendo, o boletim OSOTOGARI apresentará os candidatos destes estados, para que todos os candidatos possam ser apresentados antes das eleições que terá início na próxima terça-feira(27) e seguirá até a quarta-feira (28).

Nesse post apresentaremos os candidatos de Mato Grosso do Sul, que conta com quatro candidatos:

Ana Carla Rios Grincevicus

Ana tem 26 anos e compee na classe sênior, categoria meio médio. Defende a Associação Atlética Judô Futuro da cidade de Campo Grande.

Marcio Flavio de Andrea Pereira

Marcio tem 41 anos, compete na clase veteranos, categoria médio. Defende a Associação Desportiva Moura/Clube Estoril da cidade de Campo Grande.

Rosileide Bernal Barrozo

Rosileide tem 37 anos, compete na classe veteranos, categoria ligeiro. Defende a Associação Nico Judô da cidade de Ponta Porã.

Esperamos ajudar os judocas do Mato Grosso do Sul na escolha do seu candidato nas eleições da Comissão de Atletas da CBJ.
Clique aqui e confira como será o processo de eleição da Comissão de Atletas na CBJ.

Por: Boletim OSOTOGARI


Conheça os quatro candidatos medalhistas olímpicos para a Comissão de Atletas da CBJ.


Além dos candidatos de cada estado para a Comissão de Atletas da CBJ, há uma vaga para um atleta medalhista olimpico. então, na hora de votar, vote em seu candidato do estado e depois vote no seu candidato olimpico.

Conheça os candidatos Olímpicos:

Ketleyn Lima Quadros

Ketleyn tem 33 anos e defende o Clube Sogipa de Porto Alegre.

Foi bronze em Pequim 2008.

Luiz Yoshio Onmura

Onmura tem 60 anos e defende o Clube Internacional de Regatas de Santos

Foi bronze em Los Angeles 1984

Carlos Eduardo Honorato

Honorato tem 45 anos e defende o Clube Payneiras do Morumby de São Paulo.

Foi prata em Sydney 2000

Henrique Carlos Guimarães

Henrique tem 48 anos e defende o Palmeiras de São Paulo

Foi bronze em Atlanta 1996

Esperamos ajudar os judocas na escolha do seu candidato nas eleições da Comissão de Atletas da CBJ.

Clique aqui e confira como será o processo de eleição da Comissão de Atletas na CBJ.

Por: Boletim OSOTOGARI





Conheça os candidatos de São Paulo para a Eleição da Comissão de Atletas da CBJ

 

A Comissão de Atletas de Judô Eletiva da CBJ terá seus membros definidos, por meio de eleição, nos dias 27 e 28 de outubro. São Paulo conta com quatro candidatos para o pleito que elegerá um  representante dos atletas de cada um dos estados do País, mais o Distrito Federal.

A participação e inscrição de candidatos no processo eleitoral do CAJE-CBJ era opcional e todos os estados, com exceção do Acre, sem nenhum representante, inscreveram suas chapas.

Para ajudar os judocas de cada estado que tenha mais de um atleta concorrendo, o boletim OSOTOGARI apresentará os candidatos destes estados, para que todos os candidatos possam ser apresentados antes das eleições que terá início na próxima terça-feira(27) e seguirá até a quarta-feira (28).

Nesse post apresentaremos os candidatos de São Paulo, que conta com quatro candidatos:

Francisco Valderico de Andrade Junior

Francisco tem 57 anos, competidor da classe veteranos, categoria meio pesado. Defende o Instituto Professor Shoshichi Chiba, da cidade de Barretos.

Reinaldo Seiko Tuha

Reinaldo tem 58 anos, competidor da classe veteranos, categoria médio. Defende a Associação de Judô de Mauá.

Elton Quadros Fiebig

Elton tem 48 anos, competidor da classe veteranos, categoria pesado. Defende a Associação de Judô Shinohara (Associação de Judô Vila Sônia), onde começou a treinar de judô e retornou após passagens por diversos clubes, como o A.D. São Caetano. Dentre os diversos títulos estaduais e nacionais como competidor, Elton foi campeão mundial de veteranos.

Rafael Carlos da Silva (Baby)

Rafael tem 33 anos, competidor da classe sênior, categoria pesado. Atualmente defende o Esporte Clube Pinheiros, mas dentre as academias por onde passou durante a sua fase inicial como aluno e competidor, vale registrar sua passagem pela Hombu Budokan, onde muitos o consideram "cria" da família Ogawa. Dentre os inúmeros títulos, Rafael conquistou duas medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e Rio 2016.

Esperamos ajudar os judocas paulistas na escolha do seu candidato nas eleições da Comissão de Atletas da CBJ.

Clique aqui e confira como será o processo de eleição da Comissão de Atletas na CBJ.

Por: Boletim OSOTOGARI



Beatriz Souza e Maria Suelen Altheman faturam mais dois bronzes para o Brasil no último dia em Budapeste


O judô brasileiro voltou ao pódio do Grand Slam da Hungria, neste domingo, 25, último dia de competição, com uma dobradinha no peso Pesado feminino. Maria Suelen Altheman e Beatriz Souza conquistaram as duas medalhas de bronze da categoria e faturaram mais 500 pontos no ranking mundial classificatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021. Com a medalha de Willian Lima (66kg) conquistada na sexta-feira, o Brasil fechou sua participação no primeiro evento pós-paralisação com três medalhas de bronze. 


Beatriz e Maria Suelen protagonizam, neste ciclo, uma das disputas mais acirradas pela vaga olímpica de Tóquio 2020. Atualmente, Suelen está em 5º e Bia em 6º no ranking mundial, com uma diferença de apenas 142 pontos entre elas. O bronze do Grand Slam vale 500 preciosos pontos nessa corrida. 

O equilíbrio dessa disputa foi visto neste domingo no tatame da Laszlo Papp Arena, em Budapeste, na competição que marcou o retorno das competições internacionais de judô. Ambas tiveram o mesmo desempenho nas preliminares: venceram duas lutas por ippon, foram as melhores de suas chaves e chegaram às semifinais. Aí, encaram suas primeiras derrotas. Suelen levou três punições contra duas da tunisiana Nihel Cheikh Rouhou e Bia foi projetada por ippon pela turca Kayra Sayit e, assim, foram para a disputa de bronze. 

A primeira medalha veio com Beatriz, que venceu Larisa Ceric, da Bósnia, com um waza-ari. Em seguida, Maria Suelen projetou Rochele Nunes, sua antiga companheira de seleção brasileira que hoje luta por Portugal, e marcou o ippon para também subir ao pódio.   


Rafael Silva (+100kg) termina em sétimo lugar 

Entre os homens, o melhor resultado do domingo foi do peso-pesado Rafael Silva "Baby", que ficou em sétimo lugar. Ele venceu o sérvio Zarko Culum, na estreia, mas caiu para Jur Spijkers, da Holanda, e para Levani Mattiashvili, da Geórgia, na repescagem. 

Mattiashvili foi também o algoz do outro brasileiro na chave dos pesados, David Moura, na primeira rodada. 

Marcelo Gomes (90kg), Rafael Macedo (90kg), Leonardo Gonçalves (100kg) e Rafael Buzacarini (100kg) estrearam com vitórias, mas perderam em seguida e não avançaram às disputas por medalhas. 

O próximo desafio da seleção brasileira de judô em 2020 será o Campeonato Pan-Americano, em novembro, em Guadalajara, México. 

Por: Assessoria de Imprensa da CBJ


Projeto Budô conta a história de Jigoro Kano, em homenagem ao Dia do Judô

No dia 28 de agosto, a FIJ instituiu o Dia Mundial do Judô. A data foi escolhida por ser o dia do aniversário de nascimento do sensei Jigoro Kano. E o Projeto Budô, através do professor responsável, Vinícius Erchov, publicou um vídeo contando a história de Kano.

Confira o vídeo acima!

Quer treinar Judô tradicional? Conheça o dojô Projeto Budô.
Rua Antônio de Mariz, 123 - Lapa/São Paulo.

Visite o site: www.projetobudo.com.br

O Projeto Budô faz parte da equipe de sponsors do boletim OSOTOGARI.

Por: Boletim OSOTOGARI





Amanhã tem lançamento oficial do livro "Incansáveis"

Nesta segunda-feira, 26 de outubro, uma live com o Presidente do Instituto Camaradas Incansáveis, Rodrigo Motta, e o autor, Sergio Xavier, realizarão oficialmente e virtualmente o lançamento do Livro "Incansáveis", sobre a história do ICI, que em apenas cinco anos de existência vem causando impactos positivos para o judô, com destaque para o judô veteranos.

Uma bonita história dos três judocas que se uniram para colocar em prática seus sonhos. E com competência, união e muita "Garra Absurda", ultrapassaram suas próprias expectativas.

Amanha, 26 de outubro, às 19h. Imperdível.

Por: Boletim OSOTOGARI


sábado, 24 de outubro de 2020

Sumaré: Equipe de competição do Sementes conhece o professor Thiago Camargo Moretti

 
Pensando nas possíveis competições para o próximo ano de 2021 e no bem-estar de nossos atletas, a gestão técnica da Associação Sementes do Futuro do Judô, neste sábado, dia 24/10/2020, realizou uma reunião junto ao Professor Especialista Thiago Camargo Moretti para apresentação do mesmo aos novos integrantes da equipe de competição.

Nesta reunião foi tratado assuntos pertinentes ao que condis na área da musculação e preparação física dos atletas.

O Professor Moretti, explicou aos pais e atletas no que condiz de preparação física, e seu ciclo de treinamento que os mesmos irão realizar durante este ano.

Sabemos a importância desta parceria junto aos atletas, pois estamos passando por uma grande pandemia mundial, ou seja, precisamos sempre estar à frente de nossos oponentes e com esta parceria, com certeza estaremos nos preparando de uma forma bem mais planejada e organizada.

Sei que o trabalho e árduo, mais com muita consciência, aprendizado e determinação, já temos uma excelente equipe de competição.

Esta pandemia me pôs a pensar muito em relação ao retorno com muita consciência, onde todos os protocolos serão feitos, porém, precisamos colocar estes atletas para soar a camiseta, pois as demais associações e atletas estão achando uma forma de treinar e se manter em forma para o próximo ano, palavras do Sensei José Carlos Prudêncio Junior, graduado em Educação Física, pós-graduação e  entre outros cursos na área de Lutas.

A diretoria da Associação Sementes do Futuro do Judô agradece mais uma vez pela motivação, determinação e dedicação dos pais e responsáveis por acreditar neste trabalho.

Por: Sementes do Futuro - Sumaré

Hoje, quinto de Ketleyn Quadros, e sétimo de Maria Portela, no segundo dia de Grand Slam da Hungria.


Pelo segundo dia consecutivo, o judô brasileiro chegou à disputa por medalhas no Grand Slam da Hungria, em Budapeste. Depois do bronze de Willian Lima (66kg), foi a vez de Ketleyn Quadros (63kg), neste sábado, 24, lutar pelo bronze no Grand Slam da retomada do judô internacional. Ela encarou a russa Daria Davydova, número 19 do mundo, abriu um waza-ari de vantagem, mas cedeu a virada e ficou em quinto lugar. O Brasil ainda teve um sétimo lugar de Maria Portela neste sábado. No domingo, a seleção volta ao tatame com oito representantes.   

ASSISTA AO VIVO ÀS FINAIS DO GRAND SLAM DA HUNGRIA 

Número 10 do ranking mundial, Ketleyn chegou à Budapeste como cabeça-de-chave de sua categoria e confirmou a boa fase logo na primeira luta com vitória por ippon sobre a francesa Agathe Devitry.

Em seguida, caiu nas quartas-de-final diante da venezuelana Anriquelis Barrios em luta travada decidida nas punições. Barrios ainda venceu mais uma e chegou à grande final. 

Na repescagem, Ketleyn recuperou-se e venceu a polonesa Agatha Ozdoba-Blach, também por ippon e dominando o combate. O triunfo lhe garantiu lugar na disputa pelo bronze do Grand Slam. 

Maria Portela cai para finalistas mundiais e termina em sétimo lugar

O segundo melhor resultado do Brasil no sábado veio com a peso médio Maria Portela. Ela estreou bem, com vitória segura por ippon contra a russa Alena Prokopenko, nas oitavas-de-final. Na sequência, pegou duas lutas duras contra as atuais finalistas mundiais, Barbara Timo (Portugal), vice-campeã, e Marie-Éve Gahié (França), campeã mundial.  

Contra Timo, nas quartas, a luta foi equilibrada e muito estudada entre as atletas, que se conhecem bem e treinaram juntas em Coimbra, no treinamento de campo da seleção pela Missão Europa. A luso-brasileira levou a melhor nas punições (3-2) após seis minutos de tempo extra.  

Na repescagem, Portela enfrentou a francesa campeã mundial, que encaixou uma entrada e administrou a vantagem de um waza-ari até o final para avançar à disputa pelo bronze. 

Eduardo Katsuhiro Barbosa (73kg), Guilherme Schimidt (81kg) e João Pedro Macedo (81kg) também lutaram neste sábado e pararam em suas primeiras lutas.

A competição continua no domingo, com mais brasileiros em disputa. Veja na programação abaixo:

DOMINGO, 25

6h - Preliminares

12h - Bloco Final (medalhas)

Lutam: Maria Suelen Altheman (+78kg), Beatriz Souza (+78kg), Rafael Macedo (90kg), Marcelo Gomes (90kg), Rafael Buzacarini (100kg), Leonardo Gonçalves (100kg), Rafael Silva “Baby” (+100kg) e David Moura (+100kg).

Por: Assessoria de Imprensa da CBJ


Segunda tem Lançamento Oficial do Livro Incansáveis


Obstáculos existem para deixar a vida mais emocionante. Não há adversário forte demais. Não há treino pesado demais. Sempre é possível mais: lutar mais, ganhar mais e, principalmente, e esforçar no limite. Muito além do limite.

Neste livro, o jornalista Sérgio Xavier Filho narra a trajetória de três judocas incansáveis, Rodrigo Motta, Bahjet Hayek e Cristian Cezário, que se uniram para formar o ICI (Instituto Camaradas Incansáveis).

Lançamento Oficial

O lançamento oficial do livro será através de uma Live e será no dia 26 de outubro, no Instagram @rodrigo.guimaraesmotta, às 18h.

Pré venda:
Editora Contexto. Vendas: nas melhores livrarias, com a própria editora e no ICI.

R$ 50,00 mais o frete;

Fale com o Motta: contato@icijudo.com.br ou rodrigo-motta@uol.com.br

O ICI faz parte da equipe de sponsosrs do boletim OSOTOGARI.

Por: Boletim OSOTOGARI






Amapá: Judô é implantado definitivamente no quilombo do Curiaú


O JUDÔ, através do Projeto Social Esportivo Esporte é Segurança-Descoberta de Talentos é implantado em definitivo no quilombo do Curiaú.

Após 30 dias do início das aulas foi realizada a entrega dos uniformes (judoguis) aos alunos do pólo do Projeto. Os professores responsáveis pelas aulas são Pietra Salgado e Ayrton Lopes. A aquisição dos tatames e uniformes foi via parceria com o Tribunal de Justiça e a Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas-VEPMA. 

Clique aqui e conheça a história do Quilombo.

Por: Antonio Viana - Amapá




Elton Fiebig é candidato de São Paulo na Comissão de Atletas de Judô Eletiva da CBJ

 

A Comissão de Atletas de Judô Eletiva da CBJ terá seus membros definidos, por meio de eleição, nos dias 27 e 28 de outubro. Com 52 candidatos concorrendo a 28 vagas, os atletas de todo o Brasil “irão às urnas” para escolher seus representantes, por meio de uma plataforma digital. A lista com os perfis dos candidatos está disponível na página da Comissão de Atletas no site da CBJ e no link abaixo. 


ACESSE AQUI A LISTA COMPLETA COM OS PERFIS DOS CANDIDATOS APTOS  

São Paulo terá quatro candidatos e entre eles, o judoca Elton Quadros Fiebig

Buscando atingir uma maior representação e participação por parte dos atletas de todas as regiões do Brasil, o pleito elegerá um representante para cada estado do país, mais o Distrito Federal, além de uma cadeira extra para um judoca medalhista olímpico. Por meio de um voto direto e individual, cada eleitor poderá votar em um candidato do seu estado e um candidato medalhista olímpico.

A participação e inscrição de candidatos no processo eleitoral do CAJE-CBJ era opcional e todos os estados, com exceção do Acre, inscreveram suas chapas.

Entre os medalhistas olímpicos, quatro judocas se candidataram para ocupar uma cadeira na Comissão: Ketleyn Quadros (Bronze em Pequim 2008), Luiz Onmura (Bronze em Los Angeles 1984), Carlos Honorato (Prata em Sydney 2000) e Henrique Guimarães (Bronze em Atlanta 1996).

QUAL É O PAPEL DA COMISSÃO DE ATLETAS ELETIVA? 

- Representar os atletas no processo eleitoral da Confederação.
- Participar das eleições para o preenchimento dos cargos eletivos dos Poderes Estatutários da CBJ, assim elencados: Presidência (Presidente e Vice-Presidentes), Membros do Conselho Fiscal, Membros do Conselho de Ética e Membros Independentes do Conselho de Administração.  

COMO SERÁ FORMADA A COMISSÃO DE ATLETAS ELETIVA? 

A Comissão de Atletas Eletiva do judô será formada por um atleta representante de cada uma das 27 Federações filiadas à CBJ e mais um atleta medalhista olímpico. Ou seja, cada eleitor terá dois votos: um para o candidato do seu estado e um no candidato medalhista olímpico.  

QUEM PODE VOTAR? 

Para votar, o eleitor deverá cumprir os critérios estabelecidos no Regimento Eleitoral: idade igual ou superior a 16 anos; registro válido no sistema de gestão Zempo-CBJ como ATLETA; esteja em dia com suas obrigações como atleta; não esteja cumprindo qualquer suspensão aplicada pela CBJ, suas filiadas, COB ou entidades internacionais; tenham participado como ATLETA em, no mínimo, 2 (duas) competições registradas na plataforma Zempo-CBJ, seja ela em âmbito estadual, nacional e/ou internacional. Esta participação deverá ter acontecido em 2 (dois) anos distintos em ao menos 1 (uma) competição por ano, entre 2018, 2019 ou 2020.  

COMO VOTAR? 

Cada atleta eleitor receberá um login e senha de acesso ao sistema virtual de votação e, assim, poderá registrar seu voto uma única vez acessando qualquer dispositivo móvel (celular, tablet, notebook) ou computador de qualquer lugar que tenha conexão com a internet. O sistema é totalmente independente e seguro. 

Com informações da Assessoria de Imprensa da CBJ

Por: Boletim OSOTOGARI





#Tenorio50: legado garantido para as próximas gerações do judô


Após acompanhar ao longo da semana a trajetória que fez de Antônio Tenório o maior nome do judô paralímpico na história, é preciso pensar também no futuro. Afinal, assim como o sensei Fernando da Cruz enxergou lá, nos anos 80, potencial no garoto de 19 anos para ser um campeão, outros Tenórios surgirão para carregar o legado deixado pelo ídolo quando ele se aposentar.

Para isso, dois processos têm sido fundamentais: o incentivo a torneios de iniciantes e o processo de renovação conduzido pela atual comissão técnica da Seleção Brasileira.

Desde que passou a organizar o calendário de eventos, em 2011, a Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) promove uma competição aberta a novatos do tatame. A partir de 2017, ela recebeu o nome de Copa Antônio Tenório como forma de homenagear o ídolo máximo da modalidade.

"Essa competição é muito importante. Quando assumimos a gestão da CBDV, em 2017, abaixamos a idade mínima, que era de 14, para 10 anos, dando a essas crianças a oportunidade de participarem. É o torneio que traz novos atletas, revela grandes promessas. Nada mais justo do que batizá-lo de Copa Antônio Tenório, que é uma inspiração por tudo o que ele representa e já conquistou", explica Helder Maciel, secretário-geral da Confederação e ex-judoca com participação em duas Paralimpíadas (Atlanta 1996 e Sydney 2000).

"É de muita importância termos uma competição para jovens iniciantes no judô paralímpico, para diferenciação dos níveis e para que estes iniciantes conquistem suas primeiras medalhas", afirma Joannis Georgiou, professor de judô e técnico do Cesec (Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos), uma das instituições pioneiras no trabalho de atletas com deficiência visual.

A atleta Lara Amaral, de 11 anos, que ganhou o ouro na categoria até 40 kg na última edição, realizada em novembro do ano passado, aprova a experiência proporcionada pelo torneio. "O judô é importante porque todo mundo de qualquer idade pode praticar. Eu comecei com sete, oito anos. Na Copa Antônio Tenório, a gente tem um grande aprendizado, fica ansiosa pela viagem, aprende muita coisa, tem pessoas de outros países. Fiquei muito feliz em poder participar", conta a atleta do Ismac-MS (Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos).

Frutos colhidos na Seleção

Ter uma competição com esse propósito no calendário acabou auxiliando no trabalho desenvolvido pela comissão técnica da Seleção, conforme explica o treinador Alexandre Garcia, que aproveita também a presença do veterano Tenório no grupo para auxiliar no processo de maturação dos mais jovens: "Desde que entramos na Seleção, o processo de renovação é constante e é muito importante termos atletas experientes para prepararmos os mais jovens".

Atleta da Aepa-PA (Associação Esportiva e Paradesportiva do Sul e Sudeste do Pará), Thiego Marques vem representando o Brasil nos últimos anos e foi revelado justamente no torneio de iniciantes da CBDV.

"Participar de um torneio como esse é de extrema importância, pois é o primeiro contato de um iniciante com uma competição de judô paralímpico e com o alto rendimento", diz o judoca de 20 anos, que estreou na competição em 2011. "É muito interessante terem colocado o nome do Tenório, porque normalmente em todo campeonato, ele vai estar. Será uma grande honra para esses atletas cruzarem com nomes como ele, com a Lúcia (Teixeira), a Karla (Cardoso). Tive essa oportunidade e foi essencial ver esses nomes ali lutando também por uma medalha no mesmo tatame em que eu estava competindo."

É bom valorizar também quem deu os primeiros passos para a descoberta de talentos. Ainda na esteira do ciclo para Pequim 2008, a comissão do sensei Jucinei Costa, então treinador da Seleção, realizou uma busca ativa em todo o país à procura de novos judocas: "Na Seleção, o Tenório era praticamente o único grande nome. Fizemos uma busca por atletas com deficiência que não estavam ligados apenas a associações de deficientes, que tinham um cunho mais assistencialista, mas já treinavam em clubes. Foi daí que vieram Karla, Eduardo (Amaral), Daniele (Bernardes)", diz Jucinei, citando algumas joias encontradas.

Comunicação CBDV - Renan Cacioli


sexta-feira, 23 de outubro de 2020

São Paulo: Projeto Budô lança camiseta comemorativa de 15 anos de atividades


Em comemoração aos 15 anos de atividades, o Projeto Budô lançou sua camiseta alusiva a essa ocasião.

O dojô paulistano que já formou mais de 30 Faixas Pretas nesses 15 anos, com todos fazendo o exame e conquistando suas graduações, trabalha sempre com o Judô Tradicional e de Formação.

"A camiseta comemorativa incrementa nossos produtos personalizados (Chinelos, Agasalhos, Moletom, Camisetas) que sempre se caracterizaram pela qualidade, vanguarda e inovação", disse o professor responsável pela instituição, Vinícius Erchov.


Quer treinar Judô tradicional? Conheça o dojô Projeto Budô.
Rua Antônio de Mariz, 123 - Lapa/São Paulo.

Visite o site: www.projetobudo.com.br

O Projeto Budô faz parte da equipe de sponsors do boletim OSOTOGARI.

Por: Boletim OSOTOGARI




FIJ: Pelo amor ao judô


Pelo amor ao judô, tive que fazer dois testes para descartar qualquer vestígio de coronavírus. Tive a impressão de que as enfermeiras faziam um concurso para ver quem ia mais longe com aquelas varas compridas que parecem instrumentos de tortura.

Pelo amor ao judô, acordei às três e meia da manhã. Tive que pegar dois aviões, o primeiro às seis horas, e dirigir por estradas desertas resistindo ao ataque do vento cujas rajadas chegavam a cento e quarenta quilômetros por hora.

Por amor ao judô e por ser disciplinado, tive que aguentar a fome e a sede e as opções de refresco alheio, pois estava combinado uma perda temporária de liberdade. 

Já em Budapeste e, sempre pelo amor ao judô, tive que me submeter a outra prova e me armar de paciência por nove horas em meu quarto de hotel até que os resultados me fossem comunicados.

Pelo amor ao judô, tive que conter a vontade de abraçar meus colegas, que não via cara a cara desde março. Todos aguardavam o momento de sair dos quartos, para celebrar o frágil princípio da normalidade.

Foi um reencontro sóbrio, mas feliz. Havia vinho, cerveja, água para os mais saudáveis ​​e nada para os mais sérios. Havia alívio nos rostos cansados ​​e entusiasmo pelo que estava por vir.

Pelo amor ao judô, acordei cedo para desfrutar de um café da manhã normal sentado à mesa com um colega de trabalho. Todos apareceram com vontade de trabalhar, com toda a antecipação guardada por meses.

Pelo amor ao judô, cerrei os dentes e encolhi o estômago para colocar calças que sofrem as consequências de um confinamento gastronômico demais.

Pelo amor ao judô, tive que assistir a um vídeo tutorial na internet para lembrar como dar nó na gravata. Os sapatos? Eles estavam escondidos na área mais remota do guarda-roupa e eu tive que liberá-los como me liberto para estar pronta para trabalhar.

Pelo amor ao judô, eu coloquei minha máscara logo pela manhã e fui para o escritório, para o estádio onde o Grand Slam da Hungria iria nos inflamar. Lá, um minuto antes das primeiras competições, percebi que tinha valido a pena. Ver o judoca preparado, com seu judogi limpo e impecável, os funcionários em seus cargos, os voluntários atentos, todos sorrindo sob suas máscaras, todos ansiosos para finalmente ver o que há de melhor.

Claro que valeu a pena esperar, levantar cedo, fazer exames médicos e respeitar as normas, porque a dignidade vem do trabalho, porque a vida continua e sabemos encontrar soluções nos momentos difíceis. Pelo amor ao judô, sempre o faremos.

Por: Pedro Lasuen - Federação Internacional de Judô


#Tenorio50: quimono em cima da hora para o primeiro ouro do Brasil

Os Jogos Paralímpicos de Atlanta, em 1996, marcaram não apenas o início da trajetória avassaladora de Antônio Tenório na principal competição do planeta como também foram a primeira edição na qual a delegação brasileira contou com um apoio de um comitê nacional. Pouco mais de um ano antes, em fevereiro de 1995, nascia o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), um divisor de águas para a história paradesportiva do Brasil.

No caso específico do judô, a novidade pelo suporte à modalidade foi uma fase de treinamentos intensa em Manaus às vésperas dos Jogos, como se recorda o secretário-geral da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), Helder Maciel, na época um jovem atleta classificado para a Paralimpíada na categoria até 60 kg.

"O esporte paralímpico não tinha tanto apoio, não existia a Lei Piva. Mas Atlanta foi a primeira edição com o CPB que, por meio do João Batista (presidente da entidade na época), angariou recursos, e a gente teve condição de treinar. Fomos para Manaus para um período de adaptação e treinamentos durante mais de 20 dias", conta.

Após os três bronzes conquistados em Seul 1988, na primeira edição com o judô paralímpico incluído na grade de disputas, o Brasil passara em branco em Barcelona 1992. Por isso, era importante obter melhores resultados em Atlanta. E mesmo sendo a estreia de Tenório, todos sabiam do que ele era capaz.

"Eu pesquisava muito sobre os campeões das edições anteriores e, pelo que o Tenório vinha desenvolvendo, acreditava muito nele. Só que tinham outros atletas muito bons que, às vezes, a gente nem conhecia. Não havia tanta informação como hoje. Mas quando saiu o sorteio da chave dele, dois rivais nós já conhecíamos", explica o sensei Fernando da Cruz, técnico da Seleção Brasileira na ocasião.

O que o treinador não esperava era uma brincadeira em cima da hora que lhe tirou alguns fios de cabelo. Quem conta essa história é Helder: "Dois dias antes da competição, o Maurício (de Lima, atleta da categoria até 65 kg) e o Tenório deixaram a mochila com os quimonos de competição comigo e disseram: 'Moleque, cuida das nossas coisas'. E eu larguei tudo no ônibus que levava a gente até o local de treinamentos. Um dia antes da estreia, quando vieram procurar as coisas, ninguém mais encontrou nada, deve ter ficado em outro ônibus. Foi uma correria danada para arranjar outro quimono!", diverte-se o ex-atleta, na época com apenas 16 anos de idade.

"Alô, é o Pelé!"

O primeiro adversário no tatame de Atlanta foi o britânico Ian Rose, simplesmente o então campeão europeu e mundial. A vitória do brasileiro por wazari foi o indício de que algo maior estava reservado ao novato. "Eu me esqueci da regra de ouro no esporte: nunca subestime a competição, nunca. Eu era o atual campeão europeu e mundial, quem iria me vencer? Ninguém! Mas então esse novo brasileiro apareceu e me venceu na primeira luta", diria o britânico, anos depois.

Na semifinal, um ippon sobre o francês David Guillaume já garantia ao país o melhor resultado de sua história, afinal, a prata estava assegurada. Mas havia outro problema: "O Tenório tinha se queixado do punho machucado. Mas o que preocupava mais eram as pernas. Ele mudava a posição da pegada toda hora para confundir os adversários, era muito solto. Antes da final, tirei ele da área de competição e o levei até uma maca. Falei com a massagista que ela precisava soltar os músculos, deixá-lo preparado", relata o sensei Fernando.

Como as finais eram disputadas em sequência somente após todas as lutas qualificatórias das demais categorias, deu tempo de o brasileiro se restabelecer e chegar inteiro para encarar o espanhol Francisco Moedo, medalhista de bronze no Campeonato Europeu de 1995, na luta decisiva. "Ele jogou de uchi-mata (golpe no qual o judoca utiliza o quadril como alavanca após entrar com a perna na guarda do oponente) e conseguiu o ippon, não demorou muito a luta", lembra-se o técnico da seleção.

Ainda na área de competição, o rádio comunicador que o sensei utilizava tocou e uma pessoa do outro lado da linha perguntou: "Como tá o negão, professor?". "Era o Pelé!", diz Fernando, sobre o papo com o Rei do Futebol, que era o ministro do Esporte na época. Foi um sonho realizado", conclui o treinador.

Na volta ao Brasil, com o fim do ciclo paralímpico, os patrocinadores foram saindo de cena, levando Tenório a questionar se tudo aquilo tinha valido a pena. "Ele falava que a medalha não tinha valido de nada. E eu disse: 'Não desanima. Agora é que você vai mostrar quem é o Tenório'", explica Fernando. A previsão não poderia ser mais certeira, mas isso já é outra história...

Semana #Tenorio50

Antônio Tenório da Silva, o maior judoca paralímpico de todos os tempos, vai completar 50 anos de vida no próximo sábado (24). Desde segunda e até o dia do aniversário do atleta, a CBDV vai trazer reportagens relembrando a sua carreira, uma edição especial do "CBDV Ao Vivo" – programa de entrevistas realizado nas nossas redes sociais – com o aniversariante na quinta (22), às 15h, em nosso Instagram, além da exibição do filme "B1 - Tenório em Pequim", que narra a trajetória do ouro em 2008, totalmente gratuita na nossa página do Facebook.

Comunicação CBDV - Renan Cacioli

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