quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Medalhistas olímpicos são promovidos a Kôdansha (6º Dan) pela Confederação Brasileira de Judô


Cinco judocas brasileiros medalhistas olímpicos que marcaram seus nomes na história do esporte receberam uma homenagem especial da Confederação Brasileira de Judô, nesta terça-feira, 15, em Pindamonhangaba, onde acontece o treinamento de campo da seleção brasileira. Sarah Menezes (ouro em Londres 2012), Tiago Camilo (prata em Sydney e bronze em Pequim 2008), Flavio Canto (bronze em Atenas 2004), Leandro Guilheiro (bronze em Atenas 20014 e Pequim 2008) e Carlos Honorato (prata em Sydney 2000) foram promovidos à Faixa Vermelha e Branca 6º Dan, ostentando, a partir de agora, o título de Kôdansha. Ao lado deles, esteve também o presidente da Federação de Judô do Rio Grande do Norte, Tibério Maribondo, que também recebeu sua promoção ao 6º Dan.  

Em cerimônia reservada e restrita apenas aos homenageados, seguindo os cuidados de prevenção à Covid-19, os novos Kôdansha receberam das mãos do presidente da CBJ, Silvio Acácio Borges, do gestor de Alto Rendimento, Ney Wilson Pereira, e do gestor das Equipes de Base, Marcelo Theotônio, suas faixas e certificados. 

A honraria é um reconhecimento inédito da CBJ a ex-atletas que dedicaram grande parte de suas vidas ao judô e tiveram relevante contribuição para o desenvolvimento e evolução da modalidade no Brasil. Os cinco atletas homenageados desta terça se encaixam nos novos critérios de graduação estabelecidos pela CBJ em portaria publicada no dia 04 de novembro de 2020, que valoriza ainda mais os atletas e medalhistas olímpicos brasileiros.    

“Para reformular os critérios, buscamos referências de outros países que já adotam esse critério de promoção e aproveitamos para fazer essa outorga nesta semana em que realizaremos também o Encontro Nacional de Kôdanshas a partir da próxima sexta-feira. Hoje são esses cinco atletas homenageados mais o presidente Tibério, que já tinha carência e eu trouxe para esse momento para valorizar ainda mais todos os seguimentos. Estamos atentos a todos: árbitros, atletas, técnicos, veteranos, kôdanshas, com um olhar muito especial. Essa ação continuará e vai a todos os atletas que se encaixarem nos novos critérios”, explicou o presidente da CBJ, Silvio Acácio Borges durante a cerimônia.  


Kôdansha é um título de alta graduação, específico do Judô criado pelo Instituto Kodokan, e que deve ser outorgado àqueles que se empenharam no aprendizado, na prática contínua, na demonstração da sua eficiência técnica, e à devida dedicação no ensino, no estudo e na pesquisa do Judô. Portanto, é depositário e responsável pela difusão dos princípios filosóficos e educacionais do Judô, preconizados pelo Prof. Jigoro Kano. 

Sarah Menezes: “Para mim, essa promoção é uma honra. Fico muito feliz e consigo relembrar do meu início no judô com 9 anos de idade, uma carreira brilhante, altos e baixos também e, agora, essa conquista inédita. Só tenho que agradecer, pelos feitos que tive, pela minha carreira e a todos que estiveram comigo”, resumiu a campeã olímpica Sarah Menezes.  

Leandro Guilheiro: “É um pouco surpreendente. Nunca imaginei que aconteceria tão rápido assim. E acaba vindo num momento bem oportuno para mim, porque, de certa forma, simboliza muito a minha aposentadoria dos tatames, que é uma coisa que muita gente ainda não tinha entendido o que tinha acontecido, não sabia. E, para mim, representa, simbolicamente, realmente o meu adeus ao judô competitivo. É um momento que eu olho minha carreira, esses 32 anos de dedicação ao judô e que, de certa forma, acaba sendo coroada por essa promoção.” 

Flavio Canto: “É um dia super especial. Para mim é uma baita honra receber essa graduação ao lado de pessoas que eu admiro tanto, que sonharam comigo durante tantos anos, lutaram juntos, alguns, como o eu e o Tiago, fomos adversários durante tantos anos das nossas vidas e hoje aqui nesse momento dividindo esse dia especial. Acho que é uma cultura muito positiva pensando em Confederação Brasileira de Judô. Outros países já fazem isso e é uma maneira de reconhecimento, de prestígio de pessoas que dedicaram a vida ao judô e que agora fazem parte de um grupo seleto. Eu sei da responsabilidade que é, tantos kodanshas que passaram também uma vida inteira dedicada ao judô. A gente também se dedicou, mas de uma forma um pouco diferente, mas fazemos parte de uma família só. Pretendo honrar essa faixa todos os dias, especialmente, por todos aqueles que vieram antes de mim.”  

Carlos Honorato: “Fico muito agradecido à CBJ, às Federações que aprovaram essa portaria. Isso aqui é a dedicação de uma vida nossa dentro do judô. Não é porque nós, medalhistas olímpicos, passamos a ser Kôdanshas através dessa portaria que a gente não continue estudando, trabalhando pelo judô brasileiro. É mais uma etapa que a gente está crescendo na nossa vida. E, para mim, aqui é resultado de toda minha dedicação ao judô brasileiro.” 

Tiago Camilo: “Me sinto muito feliz e honrado com essa graduação. Nós, atletas, tivemos momentos de conquistas durante toda nossa vida, nossa carreira e, de forma muito merecida, estamos felizes, porque é um reconhecimento por toda nossa dedicação ao esporte e por todo o impacto que extrapolam nossas conquistas. É uma marca que ficará para todos os atletas que trilharam esse caminho que nós trilhamos. Eles verão que existe um reconhecimento pós-carreira. A Confederação está dando esse suporte para que eles continuem trilhando esse caminho dentro do esporte. Agradeço à CBJ, ao professor Ney Wilson, a todos os presidentes de Federação que apoiaram essa iniciativa, ao presidente Silvio. De forma merecida os atletas foram condecorados com o 6º grau. Muito obrigado.” 

Tibério Maribondo: “São 38 anos vestindo o quimono. 27 anos como faixa-preta. E, sem dúvida, o meu melhor sonho não seria como hoje, da forma como está sendo, estando ao lado dos nossos ídolos do judô, medalhistas olímpicos e receber a mesma graduação que eles, no mesmo dia, na frente da seleção brasileira, do presidente de CBJ, do professor Ney Wilson, de grandes amigos que a gente construiu ao longo dessa caminhada no judô brasileiro. Gostaria de parabenizar a CBJ pela ação de valorização dos atletas olímpicos e agradecer a Comissão Nacional de Graus pela homologação da minha graduação. Vou me esforçar muito para honrar a faixa que agora está na cintura.”

Por: Assessoria de Imprensa da CBJ


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