Quarenta anos atrás, um jovem sonhador desenhou um símbolo: asas abertas e livres. Era Mercival Daminelli, que em 1º de maio de 1986, sob as arquibancadas do Ginásio Municipal Vicente Amate, em Paulínia, inaugurava o dojo móvel e dava vida à Associação Mercival de Judô. Um sonho que se tornava realidade.
No ano seguinte, 1987, já acontecia o primeiro torneio da Associação. A partir dali, a semente estava lançada. O que começou pequeno cresceu e se transformou em uma trajetória épica: 40 anos de conquistas, disciplina e formação de gerações.
Conquistas que atravessam fronteiras
Mais de 8.000 títulos foram conquistados por seus alunos, entre eventos amistosos e oficiais. Vieram os títulos paulistas, nacionais e internacionais.
Hemerson Redaelli brilhou em Miami, Colorado e Londres.
Leandro Cunha, vice-campeão em Paris, campeão Sul-Americano e Panamericano, chegou a figurar entre os nomes para Sidney 2000, até que uma lesão nos Jogos Abertos o afastou da Olimpíada.
Henrique Siguetada também deixou sua marca com títulos continentais.
As mulheres escreveram capítulos memoráveis:
Naomi Correia (Gabi Silva), filha de Pedro Correia Filho, o primeiro judoca da Mercival Paulínia a disputar um Brasileiro, conquistando a 5ª colocação.
Evellin Pereira (Tsunami), com títulos sul-americanos, panamericanos e europeus.
Waywanna Pinheiro, que em apenas um ano e meio já conquistava dois títulos paulistas.
Heloisa Cardoso e Áurea Luana, que por anos disputaram vagas na seleção nacional.
Formação além do tatame
Mais de 10.000 alunos passaram pelo Dojo Mercival. Nem todos chegaram à faixa preta, mas muitos se tornaram mestres em suas próprias áreas:
Médicos: Família Bonilha.
Dentistas: Bruno Nogueira, Simone, Daniel, Celso.
Fisioterapia: Raimundo Passos, Murilo Pietrobon
Nutrição: Celina Muller
Professores: Ana Raquel, Áurea, Giovanna, Gabriel Varandas.
Advogados: Evandro Simões, Natália Oliveira, Vitor Tavares.
Comerciantes: Família Sconfienza, Família Ferreira.
Empresários: Família Tonson, Família Fantinato.
Políticos: diversos nomes que chegaram a ocupar quase 100% da Câmara de Paulínia, incluindo prefeitos e vices.
Enfermeiras: Heloisa Cardoso, Graziela Ventura.
E também inúmeros pais e mães de família que levaram os valores do judô para suas vidas.
Legado de mestres e alunos
Entre os destaques:
Sensei Fernando Shirakura, (in memoriam) campeão mundial de Jiu-Jitsu, que deixou um legado eterno como aluno, sensei e ser humano.
Sensei Evandro Simões, hoje árbitro internacional.
Sensei Andrey Souza, referência no BJJ.
Delegados como Roberto Daher, além de várias turmas da Guarda Municipal de Paulínia, instruídos em judô e defesa pessoal.
Aqueles que ainda sonham com a faixa preta: Eduardo Santos, João Oliveira, João Moura.
Quase 100 faixas pretas foram formadas pela Associação. Alguns abriram suas próprias equipes:
Jefferson Januzzelli (Feu – FeuBJJ)
Fábio Chaade (Judô Chaade)
Anderson Hedaelli (Caverna)
Roberto Rivelino
A continuidade do sonho
Desde 2004, a liderança passou para o Mestre Sensei Mercival Breda Daminelli, filho do fundador. E após 2020, a Associação direcionou suas forças não apenas às competições, mas também ao Judô Educacional e à Defesa Pessoal, resgatando o judô em sua essência: arte marcial, disciplina e formação humana.
Quarenta anos de asas abertas
A Associação Mercival de Judô é mais que títulos e medalhas. É uma história de sonhos realizados, de gerações transformadas, de valores transmitidos. São 40 anos de asas abertas, voando alto, levando o nome de Paulínia e do judô brasileiro para o mundo. Por: Associação de Judô Mercival - 40 anos
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