quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Beatriz Souza é eleita melhor judoca de 2023 no Prêmio Brasil Olímpico


O Comitê Olímpico do Brasil divulgou nesse domingo, 03, os melhores atletas de 2023 que serão homenageados no Prêmio Brasil Olímpico, a principal premiação do esporte olímpico nacional. No judô, a peso pesado Beatriz Souza (+78kg) foi eleita a melhor de 2023, coroando uma temporada de grandes resultados, como a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Doha. 


“Ainda sem palavras, mas muito feliz e emocionada de ser eleita a melhor atleta do judô em 2023 pelo Comitê Olímpico do Brasil. Um prêmio que vem para coroar uma temporada cheia de desafios e grandes conquistas para mim. Estou muito feliz. Só tenho a agradecer o apoio do COB, a CBJ, ao meu clube EC Pinheiros, toda a comissão técnica e multidisciplinar, ao Exército, meu patrocinador Petrobras e ao Thiago Takara (fisioterapeuta)”, escreveu Bia em seu perfil nas redes sociais para comemorar seu primeiro prêmio de judoca do ano


Em 2023, além do bronze no Mundial, Bia conquistou ainda a medalha de ouro no Campeonato Pan-Americano de Judô Calgary 2023; ouro no Grand Slam de Baku; ouro no Open de Varsóvia; prata no Open de Perth; e bronze nos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023. 


Ela encerrou a temporada entre as melhores do mundo na sua categoria, como número 6 do ranking mundial IJF. 


Rafael Silva concorre ao prêmio na categoria “Retorno do Ano” 


Outro judoca que se destacou em 2023 e também entrou na lista de premiações foi Rafael Silva “Baby”, que foi indicado na categoria “Retorno do Ano”, nova no PBO. 


Aos 36 anos, Baby conquistou a medalha de bronze no Mundial de Doha, voltando ao pódio da principal competição seis anos após sua última medalha mundial. 


Ele concorre com Ana Marcela Cunha (Águas Abertas) e Alison dos Santos (Atletismo) na votação que é aberta ao público pelo site https://pbo.cob.org.br 


Histórico do Judô no Prêmio Brasil Olímpico

Atleta do Ano

João Derly (2005)

Sarah Menezes (2009)

Rafaela Silva (2016)

Mayra Aguiar (2017)


Atleta da Torcida

Rafaela Silva (2016)


Melhor Técnico/Técnica

Luiz Shinohara (2007)

Rosicleia Campos (2011)

Mario Tsutsui e Kiko Pereira (2017)


Judoca do Ano

2023 - Beatriz Souza

2022 - Mayra Aguiar

2021 - Mayra Aguiar

2019 - Mayra Aguiar

2018 - Érika Miranda

2017 - Mayra Aguiar

2016 - Rafaela Silva

2015 - Érika Miranda

2014 - Mayra Aguiar

2013 - Rafaela Silva

2012 - Sarah Menezes

2011 - Leandro Guilheiro

2010 - Mayra Aguiar

2009 - Sarah Menezes

2008 - Ketleyn Quadros

2007 - Tiago Camilo

2006 - Flávio Canto

2005 - João Derly

2004 - Flávio Canto

2003 - Edinanci da Silva

2002 - Sebastian Pereira

2001 - Tânia Ferreira

2000 - Tiago Camilo

1999 - Aurélio Miguel


Por: Assessoria de Imprensa da CBJ


Paralímpicos: Rebeca dá a volta por cima e conquista o ouro no Grand Prix de Tóquio

De judogi branco, à direita da imagem, Rebeca agarra a manga direita de Zarina Raifova, que pega a brasileira pela gola. Foto: Divulgação/ FIJ.

A paulista Rebeca Silva, de 22 anos, ganhou na madrugada desta terça (5) a medalha de ouro no Grand Prix IBSA de Tóquio, quarta e última etapa do circuito internacional em 2023. Ela derrotou na final da categoria acima de 70 kg para atletas J2 (baixa visão) a judoca Zarina Raifova, do Cazaquistão, e subiu no lugar mais alto do pódio pela primeira vez no ano em eventos fora do país. A vitória representou, além de pontos valiosos no ranking mundial que definirá as vagas aos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, uma volta por cima depois da frustração de não ter conseguido conquistar o Parapan de Santiago, há duas semanas.

"Foi muito difícil me reerguer em tão pouco tempo. É muito importante essa medalha e foi uma felicidade muito grande encerrar o ano com chave de ouro. Sou muito grata a todos, e bora pra Paris!", vibrou a atleta da Seleção, que no Chile acabou sendo eliminada na semifinal após decisão polêmica da arbitragem, que considerou válido um golpe da cubana Sheyla Estupinan, após o comando de interrupção da luta feito pela árbitra principal. Mesmo com a conquista do bronze, posteriormente, que ainda representou a simbólica centésima medalha do Brasil no Parapan, Rebeca não escondeu a tristeza e chorou na saída do tatame.

A brasileira é a líder do ranking da IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos) na sua categoria. É bom explicar que a lista da IBSA considera todos os resultados desde o início do ano passado. Já o atual ciclo paralímpico começou a contar pontos a partir de junho do ano passado e serão válidas competições até junho de 2024. Neste caso, Rebeca lutou no Japão como segunda do mundo, atrás da italiana Carolina Costa, que não participou do evento.

Rebeca é a segunda da esquerda para a direita no pódio, que ela divide com outras três judocas, todas de judogi branco. Foto: Gabriela Sabau/IJF Media.

Rebeca é a segunda da esquerda para a direita no pódio, que ela divide com outras três judocas, todas de judogi branco. Foto: Gabriela Sabau/IJF Media.

Nesta terça, também lutaram pela Seleção Marcelo Casanova (90 kg J2) e Larissa Silva (57 kg J1). Ambos chegaram até a disputa pelo bronze, mas perderam seus combates. O gaúcho, quarto colocado do ranking na corrida para Paris, foi derrotado pelo alemão Daniel Goral, 11º da lista, e a paraense, 15ª do mundo, perdeu para a espanhola Maria Manzanero, décima no ranking.

No primeiro dia, o Brasil havia conquistado um bronze, com Rosi Andrade. Participaram do torneio oito judocas do país.

Agora, o judô fará uma pausa antes da retomada das três últimas competições, já em 2024, que valerão pontos no ranking. A princípio, haverá três etapas do Grand Prix IBSA antes dos Jogos de Paris: Heidelberg, na Alemanha, em fevereiro, Antalya, na Turquia, em abril, e Tbilisi, na Geórgia, em maio. Serão as últimas chances dos não classificados obterem pontos e, aqui, valem duas ressalvas importantes: todos os campeonatos do último ano do ciclo paralímpico, ou seja, entre junho de 2023 e junho de 2024, valem o dobro de pontos. E os atletas podem escolher, dentre todas as etapas de Grand Prix que disputarem, somente seus cinco melhores resultados (caso disputem mais do que cinco).

O Brasil teria, hoje, representantes em 10 das 16 categorias (lembrando que cada país pode inscrever somente um judoca por categoria). Em Paris 2024, o judô contará com 148 vagas, sendo 102 diretas via colocação do ranking. A modalidade é uma das que mais rendeu medalhas ao país na história das Paralimpíadas: foram 25 ao todo, sendo cinco ouros, nove pratas e 11 bronzes. 

Por: Renan Cacioli - Comunicação CBDV

Paraná: Judoca de Pinhão garante vaga na Seleção Brasileira para 2024


A judoca pinhãoense Milena Orzechowski de 14 anos está terminando 2023 com uma grande conquista para o próximo ano. Ela garantiu uma vaga na Seleção Brasileira de Judô em 2024, após alcançar o primeiro lugar na Seletiva Nacional Sub-18.

Participei de quatro lutas, em São Paulo no Clube Paineiras do Morumby, do dia 30 de novembro a 3 de dezembro. Sabia que havia uma chance de pegar uma colocação, mas não de ser campeã. Foi um sentimento muito grande, de gratidão, orgulho e satisfação pois treino muito para isso. 

A jornada da Milena no judô começou aos oito anos, quando a mãe Elienai dos Santos achou que a modalidade poderia ajudar a filha a superar a timidez. O resultado foi uma coleção de prêmios e uma filha cada vez mais apaixonada pelo esporte.

Sempre tive um apreço pelo judô, a forma como a conduta tem respeito, humildade, honra e disciplina. São os princípios básicos. Então eu decidi colocar a Milena, porque já tinha conhecimento dos valores, mas minha intenção também era que ela se desenvolvesse, pois era muito envergonhada. Foi além das minhas expectativas, é inexplicável e um mix de emoções. Ela merece porque é esforçada. Também é um sentimento enorme de gratidão ao nosso Deus, e muito orgulho da pessoa que minha filha é!

VITÓRIAS

Além de ser campeã brasileira, Milena já venceu cinco vezes como campeã estadual. Ela também conquistou títulos como vice campeã brasileira escolar, vice campeã brasileira Região V, campeã do meeting interestadual e do meeting da Seletiva Nacional. A sensei Maria Helena Spengler contou que desde o começo notou que a atleta tinha talento e a persistência de uma campeã.

Desde que chegou nas minhas aulas em 2017, a Milena sempre chamava atenção pelo comprometimento com o treino. Ela sempre foi muito preocupada com todos os detalhes dos golpes e dos movimentos. [Mesmo] muito ‘novinha’, ela se mostrou muito interessada e responsável com o que estava fazendo. Hoje ela chegou no mais alto nível da categoria Sub-18, mas porque sempre deu 110%. Fico muito feliz por ela, para mim, a Milena é exemplo de que o esforço vence o talento.

Agora Milena terá um estágio internacional na Alemanha em março, após participar de um meeting de base em Pindamonhangaba/SP.

Por: Rede Sul de Notícias

Pernambuco: Judocas de Serra Talhada vencem campeonato nacional


As judocas serra-talhadenses Raissa Marques, 18 anos e Saany Diniz, 14, conquistaram medalhas de ouro no Campeonato Brasileiro das Ligas de Judô que aconteceu na cidade de Recife-PE, nos dias 24 e 25 de novembro deste ano.

“Foi uma experiência incrível e de muito aprendizado, a competição em si foi ótima, o resultado surpreendente tanto o meu como o dos meus colegas de treino”, comemorou Raissa.

Saany, estudante da Escola de Referencia Manoel Pereira Lins, conquistou o lugar mais alto no ranking da categoria sub-15, já Raissa é aluna da Escola Literato e ocupou o primeiro lugar no pódio das categorias sub 21 e sênior .

“Sempre é uma experiência muito incrível poder colocar à prova tudo que a gente aprendeu durante os treinos, todo o esforço sempre vale a pena no final. E a galera do judô é muito incrível, então tudo fica melhor” comentou Saany.

O evento ocorreu no Ginásio Esportivo Wilson Campos, localizado no SESC/PE Unidade Santo Amaro, e reuniu judocas destaques de todas as regiões do Brasil. Participaram da competição cerca de 14 atletas de Serra Talhada.


O Grande Legado do Projeto Budô no Judô Tradicional


Nos finais de semana de novembro e dezembro de 2023, a energia contagiante da Associação Projeto Budô de Artes Marciais ecoou pelo bairro da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo. Nesses períodos intensos, a comunidade do judô tradicional celebrou suas conquistas, marcando o encerramento de mais um ciclo de aprendizado e evolução.

Foram quatro exames de graduação, culminando em 250 merecidas promoções de faixa. Cada faixa  conquistada representou não apenas habilidade técnica, mas também valores fundamentais do judô, como respeito, disciplina e superação.


Além dos exames, duas aulas de encerramento do Pré Judô foram oferecidas, proporcionando aos 65 alunos participantes uma ótima experiência. Estes jovens judocas, sob a orientação do Sensei Vinicius Erchov, mergulharam nos princípios fundamentais da modalidade, preparando-se para trilhar o caminho do judô com entusiasmo.

A localização estratégica da Associação Projeto Budô, no coração da Lapa, revela-se propícia não apenas para a prática do judô, mas também para a integração com a comunidade circundante. Próxima a grandes shoppings e hospitais, a academia proporciona um ambiente propício ao desenvolvimento físico, mental e social dos praticantes.


Com fácil acesso às principais vias da cidade, o Projeto Budô se destaca como um centro de referência para aqueles que buscam a excelência no judô, guiados pelos ensinamentos do judô tradicional. A cada promoção de faixa e aula realizada, reafirma-se o compromisso com a formação integral dos praticantes, cultivando não apenas habilidades técnicas, mas também os valores éticos que permeiam esse universo.


Viva o Judô Tradicional! Viva o Projeto Budô! Que esses momentos de celebração inspirem futuras gerações a trilhar o nobre caminho do judô, guiados pela sabedoria ancestral da modalidade. Para mais informações sobre a Associação Projeto Budô, você pode entrar em contato com o Sensei Vinicius Erchov pelo telefone (11) 9-8222-0115 ou através do e-mail sensei@projetobudo.com.br.

Rua Antônio de Mariz, 123
Lapa – São Paulo/SP

Por: Boletim OSOTOGARI


Vem aí a Copa Bahia Open de Judô 2024



A Federação Baiana de Judô (Febaju) informa a realização da Copa Bahia Open de Judô, que acontecerá de 23 a 25 de fevereiro de 2024, na Arena de Esportes da Bahia, na cidade de Lauro de Freitas/BA.



A entidade segue buscando manter a promoção de eventos que engradeçam e fortaleçam a modalidade e os atletas. 

Clique aqui e confira o outline da competição

Por: Boletim OSOTOGARI

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Grandes Resultados dos Judocas Atibaienses na Seletiva Nacional Sub18 e Sub21 – 2023


Entre os dias 29 de novembro e 03 de dezembro, São Paulo foi a Capital Nacional do Judô, com a Seletiva Nacional Sub18 e Sub21. Evento chancelado pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), realizado nas dependências do Clube Paineiras do Morumbi, recebeu os maiores nomes do Brasil, nas classes mencionadas, representando seus clubes, associações e agremiações. O cronograma das disputas foi iniciado na quinta-feira com o Sub18 Masculino, na sexta-feira com o Sub18 Feminino, no sábado com o Sub21 Masculino e finalizado no domingo com o Sub21 Feminino. Esta Seletiva abre o ranqueamento para 2024 e classifica o
s doze melhores atletas para o Meeting Nacional da Base. Na próxima etapa, a Confederação Brasileira de Judô, define as lideranças do Ranking Nacional e os futuros investimentos na formação da Seleção da Base.

Atibaia mantendo sua tradição, através da equipe do São João Tênis Clube/APAJA/Secretaria de Esportes e Lazer da PEA, dirigida pelos treinadores Thiago Valladão e Jair Gimenes, obteve ótimos resultados:

No Sub18 Masculino, Renan Breitenbach Lima (-73kg) após sete dificílimas lutas, conquistou a 3ª colocação da competição e ficou com a terceira colocação no Ranking Nacional e Gabriel Cavasin (-81kg) conquistou a 5ª colocação, após cinco disputas, ficando na quinta colocação no Ranking Nacional.

No Sub21 Feminino, Luana Oliveira (+78kg) terminou a competição na 7ª colocação.

Já, o grande destaque Atibaiense foi no Sub21 Masculino, na categoria -60kg, com 103 atletas inscritos foi a maior e mais competitiva da Seletiva, onde o judoca atibaiense Erick Matsumoto Kaneda brilhou com a conquista da medalha de Ouro e a liderança do Ranking Nacional, após seis incríveis e difíceis lutas.


Estes resultados enaltecem o nome do judô atibaiense perante o país e conserva a tradição de ser um dos grandes berços do Judô Nacional, inserindo atletas nas seleções de base, ininterruptamente desde 2005, fato que se dá ao grande trabalho dos profissionais envolvidos, muita dedicação e empenho dos atletas, dos órgãos públicos e privados e dos que acreditam e apoiam este grandioso projeto.

Os judocas agradecem a CONCESSIONÁRIA ROTA DAS BANDEIRAS S.A., COLÉGIO ATIBAIA, ATIBAIA RESIDENCE HOTEL & RESORT, MTPLUS – consultoria em Segurança e Medicina do trabalho Ltda., CORA – Centro de Ortopedia e Reabilitação Atibaia Ltda., UNIMAGEM – Unidade de Diagnóstico por imagem São Francisco de Assis Ltda., UNIFAAT – Instituição Educacional Atibaiense Ltda., OFICIAL DE REGISTRO DE IMOVÉIS, PRIMEIRO TABELIÃO de Notas e de Protesto de Letras e Títulos da Comarca de Atibaia, SEGUNDO TABELIONATO de Notas e Protestos de Letras e Títulos, Estruturas Metálicas Ando, Centro Integrado Atibaia Odontologia, Academia R Sette, Preparador Físico Roger Fonseca, Centro Radiológico Atibaia – Alvinópolis, Escola de Inglês - iBox English – família Alaby, CTA Integrado, Clinica ERIMUS Psicologia LTDA, Imprensa de Atibaia e Boletim OSOTOGARI, que acreditam e apoiam o Judô atibaiense.

Por: APAJA - Atibaia

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Revista Simplesmente Judô - Edição 43: O mundo do judô 100% digital


A mais recente edição da revista "Simplesmente Judô", 100% digital, oferece aos apaixonados pela modalidade uma leitura envolvente e informativa. Um produto do boletim OSOTOGARI, a revista é um farol para leitores exigentes que anseiam por informações mensais sobre o universo do judô.

O destaques desta edição:  Campeonato Brasileiro Sênior, que teve lugar em Vitória, ES, "Movimento Judô Para Todos", que recentemente conquistou admiradores na Holanda com feitos históricos. A revista não apenas narra as vitórias e conquistas, mas também explora o impacto do judô como uma ferramenta inclusiva.

São Paulo também entra em foco com o emocionante Campeonato Brasileiro Interclubes, seletiva nacional sub-18 e sub-21. A competição, que reúne atletas de diversos clubes do país, é apresentada nas páginas da revista, proporcionando aos leitores uma visão das performances excepcionais e das rivalidades intensas que marcaram o torneio. Vale destacar a importância das informações fornecidas pela assessoria de imprensa da CBJ, que muito contribui para que as notícias cheguem com detalhes que enriquecem muito a revista.

A capa desta edição presta uma merecida homenagem a João Vitor Ferreira, campeão mundial DI na Alemanha em 2017. O talento e a dedicação desse atleta são destacados em uma matéria pra lá de bacana, revelando os desafios superados e os momentos inesquecíveis de sua carreira no judô.

A "Simplesmente Judô" mais uma vez cumpre sua promessa de entregar um conteúdo de qualidade aos leitores, proporcionando uma imersão completa no mundo fascinante da modalidade. A revista continua a ser uma fonte essencial para todos aqueles que buscam uma compreensão mais profunda e uma apreciação plena do judô brasileiro e mundial.

Clique aqui e leia a edição #43 da Simplesmente JUDÔ. Simples assim.

Por: Boletim OSOTOGARI



domingo, 3 de dezembro de 2023

Mayra Aguiar faz história e se torna primeira brasileira campeã do Grand Slam de Tóquio


Mayra Aguiar segue fazendo história no judô. Na madrugada deste domingo, 03, ela venceu todas as lutas eliminatórias, botou o Brasil em mais uma final no Grand Slam de Tóquio e não deu chances à atual campeã mundial, Inbar Lanir, de Israel, na final. Marcou um waza-ari nos primeiros minutos e dominou o combate para conquistar o ouro inédito do judô brasileiro na era moderna da competição. O único brasileiro campeão no Japão até então era Sergio Pessoa, que venceu a Copa Jigoro Kano, em 1986, em formato diferente do atual. 

Com a prata conquistada por Jéssica Lima (57kg), no sábado, 02, o Brasil encerrou a campanha com o melhor resultado da história e em quarto lugar geral no quadro de medalhas por países. Japão liderou com folga, seguido pelos russos e bielorrussos que lutaram sob bandeira neutra, além da Coreia do Sul, em 3º. 


Mayra foi implacável para garantir o ouro 


A campanha de Mayra em Tóquio começou com vitória nas punições sobre a russa Antonina Shmeleva. 


Nas fases seguintes, a chave traduziu o que é o Grand Slam de Tóquio, colocando duas japonesas no caminho da brasileira. Nenhuma delas chegou a ameaçar Mayra nas lutas.


Primeiro, ela projetou Mizuki Sugimura por ippon e seguiu para o combate com Mami Umeki. Umeki tem três medalhas mundiais, sendo um ouro em 2015, um bronze em 2021 e a prata de 2017, onde perdeu a final da mesma forma para Mayra Aguiar. Tinha tudo, portanto, para ser um duelo equilibrado.


A luta, contudo, não durou muito tempo. No primeiro ataque, Mayra acertou um golpe na perna de apoio da japonesa e completou o desequilíbrio forçando a adversária para trás, caindo direto de costas ao solo. Isso tudo em, aproximadamente, sete segundos de combate. 


Até Mayra pareceu surpreender-se com a vitória relâmpago. Comemorou brevemente de forma contida e logo retomou o foco. Ainda faltava a luta mais importante. 


O duelo final pelo prestigioso título no Japão foi contra a israelense Inbar Lanir que, neste ano, conquistou o ouro no Mundial de Doha e no World Masters, que não tiveram a participação da brasileira. 


Isso porque, Mayra focou em poucas competições neste ano e acertou no alvo em todos os “tiros” que deu. Foi campeã pan-americana e bronze no Grand Slam de Baku, em setembro. Escolheu Tóquio como o maior desafio de 2023 e cumpriu a meta. 


Derrubou Lanir lateralmente, marcando um waza-ari nos primeiros minutos da final. Seguiu muito superior na estratégia de pegadas e não permitiu que a israelense entrasse nenhum golpe. No final, atacou e tentou uma chave de braço fazendo o tempo jogar a seu favor e foi isso. 


“Mais um objetivo cumprido”, foi o que ouviu da treinadora da seleção, Andrea Berti, parabenizando a atleta ao sair do tatame. 


Bronze escapa de Larissa Pimenta nas punições


Outra brasileira que teve bom desempenho nas eliminatórias foi a meio-leve Larissa Pimenta (52kg). Ela contou com um pouquinho de sorte na primeira luta para derrotar a japonesa Rin Kamiya, que foi desclassificada do combate depois de projetar Pimenta com uma técnica proibida pela nova regra, o seoi nage invertido. O árbitro de área chegou a pontuar o waza-ari para a japonesa, mas a comissão de vídeo corrigiu a marcação e desclassificou Kamiya. 


Nas oitavas, Larissa passou pela croata Ana Viktojia Puljz, nas punições (3-2), e acabou caindo para a francesa Astride Gneto, também nas punições, nas quartas-de-final. 


Para manter-se viva na competição, Pimenta passou por Aleksandra Kaleta, da Polônia, dominando as ações e forçando três punições à adversária. 


A disputa pelo bronze foi com a israelense Gefen Primo, número 7 do mundo. Em luta amarrada, o jogo da brasileira não encaixou e ela acabou sofrendo três punições, terminando o Grand Slam em quinto lugar.


Willian Lima fica em sétimo lugar 


Quem chegou muito perto do bloco final foi o meio-leve Willian Lima (66kg). Depois de estrear com boa vitória por waza-ari sobre o japonês Yamato Fukuda, atual campeão mundial jr, Willian bateu Orlando Polanco, de Cuba, nas punições, chegou às quartas-de-final.


Encarou o mongol Baskhuu Yondonperenlei, número 2 do mundo, que venceu o brasileiro com uma imobilização no golden score. 


Na repescagem, Will acabou batendo no estrangulamento de Hekim Agamammedov, do Turcomenistão, e terminou sua campanha com um sétimo lugar, melhor resultado do Brasil entre os homens. 


Leonardo Gonçalves (100kg), Rafael Buzacarini (100kg), Rafael Silva (+100kg), Ketleyn Quadros (63kg) e Jéssica Pereira (52kg) estrearam com vitórias, mas não chegaram às quartas-de-final. O novato Michel Augusto (60kg) caiu na primeira para o vice-campeão olímpico, Yeldos Smetov, do Cazaquistão. 


O Grand Slam de Tóquio foi a última etapa do Circuito Mundial IJF em 2023 e distribuiu até mil pontos (ouro) no ranking de classificação olímpica para Paris 2024. A seleção brasileira seguirá por mais algumas semanas treinando no Japão até a pausa de fim de ano. 


O circuito retorna no ano que vem, em janeiro, no Grand Prix de Portugal. 


Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

Foto: Gabriela Sabau


Sub-21 feminino encerra o CBI: Seletiva Nacional com chave de ouro


O Sub-21 feminino encerrou com chave de ouro o quarto e último dia de CBI: Seletiva Nacional da base. Neste domingo (03), no Clube Paineiras do Morumby, em São Paulo, mais sete judocas sagraram-se campeãs da maior competição do calendário CBJ e somaram os primeiros pontos no ranking 2024. Ao total, 220 atletas de 130 clubes protagonizaram mais de 240 lutas e exibiram um alto nível técnico e físico de judô.

A pernambucana Evellyn Pereira, do Judô Chahage (SP), foi a grande campeã do peso pesado feminino (+78kg) em seu primeiro ano de Sub-21 e não escondeu a felicidade. Na final da categoria, ela venceu Enya Pires, do Grêmio Náutico União (RS), com dois waza-ari e emocionou os pais que estavam a assistindo na arquibancada.


“Quero agradecer ao meu sensei e aos meus pais, que me trouxeram aqui. Foi uma emoção muito grande, porque muita gente duvidou de mim, mas mostrei o meu melhor e estou pronta para a próxima. Eu não fiquei nervosa, estava no gás, e a Enya fez um lutão. Admiro muito ela e tenho total respeito. Agora é muito treino pela frente, eu e meu sensei vamos trabalhar em cima desse projeto e vamos para cima”, disse Evellyn.


As demais campeãs do dia foram Clarice Ribeiro (48kg/Minas Tênis Clube/MG) e Sophia Câmara (63kg/Espaço Marques Guiness/DF), que fizeram dobradinha no Sub-18 e Sub-21; Rafaela Rodrigues (52kg/E.C. Pinheiros/SP); Gyovanna Andrade (57kg/SESI-SP/SP); Nathália Arruda (70kg/Judô Futuro/MS) e Dandara Camilo (78kg/Palmeiras/SP).


Os clubes com o maior número de atletas no top três foram o SESI-SP (SP), no masculino, com dois ouros, três pratas e um bronze; e Espaço Marques Guiness (DF), no feminino, com dois ouros, uma prata e um bronze. O SESI-SP também foi o primeiro colocado geral, com um total de quatro atletas campeões, quatro vices e um terceiro lugar.


+RESULTADOS COMPLETOS


Seletiva bate recorde de números

O CBI: Seletiva Nacional Sub-18 e Sub-21 deste ano bateu recorde de números e ficou marcado como o evento mais cheio de 2023. Ao total, foram 1.227 atletas, 202 clubes, 1577 lutas realizadas e 1367 ippon distribuídos.


O Canal Brasil Judô, plataforma oficial de streaming da CBJ no YouTube, somou mais de 35 horas de ao vivo e, ao longo dos quatro dias de competição, abriu 20 transmissões, somando as quatro áreas de combate e a multiárea, onde o fã de judô pôde acompanhar todas as lutas simultaneamente, assim como as ordens das lutas.


As próximas e últimas competições do calendário nacional 2023 serão o CBI: Troféu Brasil e o CBI: Grand Prix Nacional, nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, em Minas Gerais. A expectativa é que mais de 400 atletas da elite do judô brasileiro participem.


Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

Foto: Beatriz Riscado

Sub-21 masculino apresenta alto nível de judô no terceiro dia de CBI: Seletiva Nacional


O terceiro dia de CBI: Seletiva Nacional Sub-18 e Sub-21 registrou mais um recorde de competidores em ação. Neste sábado (02), estreia do Sub-21 nos tatames do Clube Paineiras do Morumby, em São Paulo, 381 atletas do sexo masculino protagonizaram mais de 450 lutas e exibiram o alto nível do judô brasileiro. Ao final dos combates, sete judocas receberam o tão esperado título de campeão e já puderam somar os primeiros pontos no Ranking CBJ 2024.

O peso leve Guilherme de Oliveira (-73kg), do Paineiras do Morumby (SP), foi campeão em casa e, na final contra Vinicius Raimundo, do SESI-SP, colocou o ginásio abaixo com uma bela vitória por ippon. Ele, que é natural do interior do Pará, teve a família presente ao longo da competição e não conseguiu esconder a emoção ao falar sobre o desempenho.


“A sensação é muito boa. Treino bastante, todos os dias treino mais e mais. Estou feliz demais, não consigo nem explicar. Não tenho nem palavras, só tenho a agradecer meus senseis e tudo. Espero ter um 2024 bom e manter um bom ritmo, sempre ganhando. É lógico que talvez não será em todas as competições, mas quero um ano que possa me divertir bastante”, disse Guilherme.


Já Erick Kaneda, do São João Tênis Clube (SP), precisou enfrentar uma chave de cem atletas no peso ligeiro (-60kg), a maior de toda Seletiva, e sagrou-se campeão pela primeira vez. A final contra Vinicius Cerqueira, do Flamengo, foi emocionante e teve sua decisão no golden score.


“Essa é minha última Seletiva e é uma sensação que não dá para explicar. E cem atletas é muita coisa. Foram seis lutas duras, nenhuma foi mais ou menos, foram todas. Vou seguir firme, treinar do jeito que estou treinando e cada dia mais me superar e ser melhor. Obrigado a todos pela torcida. Eu cumpri o que queria: a primeira Seletiva”, comemorou Erick.


A Seletiva Sub-21 masculina ainda teve como campeões Ronald Lima (66kg/E.C. Pinheiros/SP), Luan Almeida (81kg/SESI-SP/SP), Natan Venâncio Santiago (90kg/A.D. Santo André/SP), André Kramer (100kg/Grêmio Náutico União/RS) e Gustavo Reis (+100kg/SESI-SP/SP).


Além dos combates, a competição também recebeu neste sábado a presença da Diretoria Executiva do Clube Paineiras do Morumby, dentre eles o presidente Carim Saad. Ele exaltou a parceria entre a CBJ, clube e CBC, que possibilitou a realização da maior Seletiva da história.


+RESULTADOS COMPLETOS


Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

Foto: Beatriz Riscado

Judô de São Paulo em Festa: Solenidade de Outorga de Graus Superiores de Yudanshas e Kodanshas 2023 da LJP


A Liga de Judô Paulista (LJP), realizou neste domingo, 03 de dezembro, a Solenidade de Outorga de Graus Superiores de Yudanshas e Kodanshas 2023.

A Solenidade aconteceu no Centro Desportivo Baby Barioni, situado na Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca, São Paulo, onde a cerimônia ultrapassou o simples reconhecimento técnico e mergulhou nas profundezas do comprometimento, da resiliência e do respeito mútuo.


Os graus superiores de Yudanshas e Kodanshas não são apenas faixas e títulos; são testamentos vivos de um caminho repleto de desafios, de vitórias suadas no tatame e de uma busca constante pela maestria interior.

O local escolhido, o Centro Desportivo Baby Barioni, foi mais do que um cenário; o local é um santuário onde os ecos das lições passadas reverberam pelas paredes. Uma escolha estratégica, unindo história e modernidade, refletindo a evolução incessante da Liga de Judô Paulista.


A entrada obrigatória do Judogi Branco não foi meramente um protocolo estético; foi um lembrete tangível da pureza de propósito, do respeito aos antecessores e da humildade diante da grandeza que esta cerimônia representa. O branco, simbolizando a busca pela perfeição e a clareza de intenções, adquiriu uma significância mais profunda no contexto da outorga de graus superiores.

E para registrar esse momento solene, o boletim OSOTOGARI cumpriu com galhardia o que foi proposto e realizou seu trabalho com toda qualidade técnica disponível,  fruto da experiência dos 15 anos atuando no seguimento esportivo, com ênfase no judô.


Todos foram envolvidos pela atmosfera solene, pela reverência aos mestres e pela promessa de um futuro moldado por aqueles que demonstram, acima de tudo, a verdadeira essência do judô. Foi um mergulho na alma do judô, um espetáculo onde cada movimento, cada silêncio, contou uma história de perseverança, disciplina e honra.

Clique aqui e confira a documentação fotográfica da Solenidade de Outorga de Graus Superiores de Yudanshas e Kodanshas 2023 da Liga Paulista de Judô.

Por: Boletim OSOTOGARI

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pesquisa personalizada